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Check-up: a chave para prevenir doenças cardíacas

Artigo escrito pelo Prof. Dr. Edmo Atique Gabriel

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Poucas pessoas param para pensar que uma doença cardíaca pode estar em andamento em seu corpo, capaz de mudar totalmente o rumo da vida. Mesmo quem tem hábitos pouco saudáveis, como tabagismo ou dieta rica em gorduras, dificilmente imagina que suas artérias podem caminhar silenciosamente para um entupimento total e fatal. O mais comum é só procurar ajuda quando a doença já está instalada, exigindo medicamentos contínuos ou até procedimentos invasivos.

A prevenção, porém, é mais simples, segura e menos onerosa. Ainda assim, nosso sistema de saúde investe pouco em conscientização e rastreamento, o que explica os altos custos com doenças cardíacas em estágio avançado. O caminho ideal começa por algo básico: o check-up periódico.

O termo “check-up” significa verificar ou investigar. Ele consiste em exames laboratoriais e de imagem que avaliam a condição e o risco cardiológico, fundamentais para quem deseja envelhecer com saúde, praticar atividades físicas ou se preparar para cirurgias. O protocolo deve ser individualizado, levando em conta idade, histórico familiar, hábitos e objetivos pessoais.

Entre os exames bioquímicos, destacam-se: colesterol total e frações, triglicerídeos, glicemia de jejum, hemoglobina glicada, ácido úrico, vitaminas D e B12 e hormônios da tireoide. Alterações nesses parâmetros podem indicar riscos para infarto, derrame, arritmias e insuficiência renal. Marcadores inflamatórios, como proteína C reativa e homocisteína, também ajudam a detectar processos inflamatórios nos vasos.

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Já os exames de imagem avaliam ritmo, pressão e a própria estrutura do coração. O eletrocardiograma e o teste ergométrico identificam arritmias e isquemia. O MAPA e o Holter analisam pressão arterial e batimentos ao longo de 24 horas. O ecocardiograma, com Doppler, é essencial para estudar músculo e válvulas cardíacas. Quando há necessidade de investigação mais detalhada, a ressonância magnética cardíaca é indicada. Para avaliar diretamente as artérias coronárias, podem ser usados a angiotomografia (menos invasiva) ou o cateterismo.

Todos, em diferentes fases da vida, devem realizar um check-up. O protocolo pode variar, mas a meta é única: reduzir riscos e permitir ações preventivas. O coração, com toda sua complexidade, exige atenção constante — e a prevenção ainda é o melhor tratamento.

Prof. Dr. Edmo Atique Gabriel. Cardiologista com especialização em Cirurgia Cardiovascular, orientador de Nutrologia e Longevidade e coordenador da Faculdade de Medicina da Unilago.

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