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Homens são localizados em situação de maus-tratos em clínica de reabilitação

A Polícia Militar foi até o local após denúncia e encontrou 17 pacientes; dono da clínica não foi localizado

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A Polícia Militar localizou uma clínica clandestina de tratamento para dependentes químicos na tarde desta segunda-feira, 24, na Vila Angélica, em Rio Preto. Ao todo, 17 pacientes estavam vivendo em situação de maus-tratos no local.

Segundo o boletim de ocorrência, a PM foi acionada após receber uma denúncia de que tinham pessoas armadas no local. Ao chegar no endereço, uma vizinha contou aos policiais que os internos vivem em condições precárias e que doa alimentos e produtos de limpeza para eles.

Durante a vistoria no imóvel, a polícia constatou que não há saída de emergência, os cômodos são escuros e sem ventilação. Além disso, não há acessibilidade para pessoas com deficiência e a clínica é cercada por grades, cadeados e correntes.

Ainda segundo o registro policial, foram encontrados restos de comida em vários cômodos e alimentos com data de validade vencida dentro da geladeira. 

Um homem que já trabalhou como auxiliar de enfermagem na clínica passou o contato do proprietário do imóvel. A polícia entrou em contato com o suspeito, que alegou estar em Olímpia e se negou ir até a clínica.

A fiscalização da Prefeitura e a perícia foram acionadas e compareceram ao local. As equipes da Vigilância Sanitária e da Secretaria de Assistência Social também foram acionadas para prestar apoio aos pacientes, porém até o momento não foram ao imóvel, segundo o registro policial. 

A polícia disse que foram identificados apenas três pacientes, pois os demais não tinham documentos ou apresentavam problemas intelectuais.

O caso foi registrado na Central de Flagrantes como maus-tratos e vai ser investigado pela Polícia Civil.

Nota

A Secretaria da Saúde informou que nesta terça-feira (26) uma equipe de fiscais da Vigilância Sanitária esteve no endereço (Vila Angélica) onde supostamente funcionaria uma clínica de tratamento para dependentes químicos, após ser  acionada pela força policial, através do Departamento Jurídico da própria secretaria. O prédio em questão aparentava estar fechado, com cadeado no portão de acesso, e não houve respostas ao acionamento da campainha. Diante disso, a Vigilância Sanitária vai emitir um laudo de constatação para posterior encaminhamento às autoridades competentes, para as providências que julgarem necessárias.

(Atualizada às 16h53).

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