Redes Sociais

Cidades

Bandidos enganam e tiram dinheiro de vítima em golpe de trabalho online

Rio-pretense acabou com prejuízo considerável após efetuar nove transferências via Pix para estelionatários

Publicado há

em

Divulgação/Ilustrativa

A necessidade por uma oportunidade de trabalho foi utilizada por criminosos cibernéticos para aplicarem golpe em Rio Preto nesta quinta-feira (7). De acordo com informações do boletim de ocorrência, uma faturista de 44 anos, moradora do bairro São Judas Tadeu, acabou ludibriada e perdeu mais de R$ 11 mil.

Na Central de Flagrantes a vítima contou que “em hora incerta, recebeu contato via WhatsApp [número com DDD 062] em que lhe foi ofertada a oportunidade de trabalho online. Em seguida, houve um segundo contato, desta vez pelo aplicativo Telegram para que ela fizesse o cadastro em uma plataforma, onde realizaria o serviço remoto”.

Ainda segundo a mulher, “o serviço era simples. Ela recebia links com compras na internet e tarefas a serem realizadas. A cada uma que fosse cumprida, receberia comissão, cujo valor era de acordo com cada compra. No início, chegou a receber algumas comissões [forma utilizada pelos criminosos para gerar ‘credibilidade’ e ganhar a confiança das vítimas]”.

Em seguida, “a plataforma mudou de fase e passou a operar com compras de valores maiores. No entanto, nessa fase, era necessário que ela efetuasse o pagamento das tarefas/compras e que, somente depois do final da tarefa [cinco compras], lhe seriam pagas as comissões, juntamente com o valor ‘investido’ por ela”.

No entanto, “estes valores não foram creditados e alegação era de que ela precisaria pagar o imposto de renda de 27,5%, o que ela realizou prontamente. Logo depois, recebeu a informação de que havia uma divergência de CPF [pois os pagamentos efetuados pela vítima partiram de contas de terceiros], sendo necessário outro pagamento para que todo o valor fosse liberado, novamente realizado por ela”.

No total, “enviou nove pagamentos via Pix, que somam a quantia de R$ 11.802,65 mil”. Os valores foram enviados para contas aleatórias [de pessoas físicas, masculinas e femininas]. Ainda tem contato com a plataforma pelo Telegram e eles continuam a pedir mais dinheiro para que o montante investido lhe seja devolvido”.

A vítima foi orientada quanto ao prazo de seis meses que tem direito a entrar com representação criminal (processo) contra os envolvidos. Este período só passa a contar quando os envolvidos forem devidamente identificados. Os documentos, com cópias das movimentações financeiras, foram encaminhados à delegacia correspondente a área dos fatos, que vai investigar o caso”.

AS MAIS LIDAS