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Cirurgia plástica possibilita melhora do relacionamento

A falta de autoestima e satisfação com o corpo afeta a vida sexual e a qualidade do relacionamento

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Admiração e valorização por si mesmo. Assim pode ser definida a autoestima. Essa relação, boa ou ruim, que uma pessoa tem com si própria influencia diretamente em situações importantes da vida, como o trabalho, os estudos, a vida social e amorosa. Dessa forma, ter uma visão crítica do corpo, seja por insatisfação pessoal, após a gravidez ou emagrecimento, pode diminuir a autoestima e gerar conflitos entre o casal.

A autoestima está relacionada ao autoconceito, ou seja, a percepção de seus próprios valores. Assim, investir em uma dieta, atividade física ou até realçar alguma parte do corpo com a cirurgia plástica são comportamentos que melhoram a visão positiva de si mesmo e a satisfação com o seu corpo, sendo uma maneira de melhorar a autoestima.

Segundo o cirurgião plástico Rodrigo Antoniassi, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, a maioria das pessoas que busca as plásticas visa a melhora estética para se sentir bem. “Existem vários tipos de perfis: pessoas descontentes com seu corpo; com baixa autoestima; aquelas que são seguras com relação ao que querem, mas que estão descontentes com as ‘sobras’ após a gravidez ou emagrecimento e apenas querem melhorar”, afirma.

O impacto no relacionamento e na vida sexual se deve ao fato de muitos homens e mulheres sentirem desconforto com relação alguma parte do seu corpo. O constrangimento reflete no momento íntimo do casal. A intervenção cirúrgica, portanto, faz com que se sintam mais à vontade e aproveitem o momento, melhorando a vida sexual e na qualidade do relacionamento.

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“Cada vez mais homens e mulheres estão vendo a cirurgia plástica como possibilidade para resolver algo que incomoda na hora da relação sexual. Há casos de mulheres que tem vergonha até de tirar a roupa na frente do marido devido ao efeito da amamentação. Porém, toda cirurgia deve ser bem planejada e todas as dúvidas esclarecidas para que se tenha bons resultados“, explica o cirurgião plástico.

Um ponto importante a acrescentar é que a cirurgia plástica não deve ser vista como o único meio para a felicidade, como também não soluciona problemas familiares. Mas se torna um complemento e um estímulo para a pessoa desfrutar da sua nova aparência. “É importante perceber o que de fato te faz infeliz e entender que a perfeição não existe. Senão vira uma história sem fim. Uma hora é o nariz, depois as orelhas, a barriga e etc. Virá uma busca eterna. E não haverá cirurgia que resolva. Entender que somos mente, corpo e espírito então ser inteiro é estar bem consigo mesmo nestas três áreas”, explica a psicóloga Marcia Orsi, do Instituto Terapia Sistêmica (ITS), de São José do Rio Preto (SP).

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