Política
Confira os bastidores da política desta sexta-feira, dia 27 de março
Jornalista Bia Menegildo traz as principais notícias do poder regional
Feliz (?) aniversário
A festa de aniversário da cidade foi marcada pela falta de discurso do prefeito Fábio Candido (PL) aos moradores. Não que as vaias ao prefeito tenha sido alguma novidade. Sempre foi normal ver protestos dos mais diversos nestes tipos de festividade, mas os prefeitos anteriores nunca deixaram de falar alguma coisa, dar algum recado à população. A parte da distribuição dos bolos de pote, desta vez, não foi o ponto alto do dia, como no passado.
Sem palavras
Quando o prefeito chegou, as protetoras de animais, já com suas faixas e cartazes, se aproximaram do palco e começaram a exibir suas reclamações. Quando o prefeito foi chamado ao palco, começaram as vaias. Inicialmente, discretas, mas foram ganhando corpo. Teve uma paradinha estratégica era para ganhar fôlego e continuar quando o prefeito começasse a discursar, mas o primeiro barulho já fez com que as palavras sumissem.
Puxadores
Não foram as protetoras que puxaram as vaias, mas elas também não ficaram caladas. Quem puxou, de verdade, foi um grupo de pessoas. Entre elas, a pré-candidata a deputada federal pelo Avante, presidente do Sindicato dos Médicos e assumidíssima como pedra no sapato do prefeito, Merabe Muniz, além do vereador Alexandre Montenegro que, apesar de ser do PL ainda, já não está mais entre os aliados do prefeito e é figurinha carimbada de oposição.
Time
O prefeito levou o time de secretários para a festa. Eles foram colocados em uma espécie de camarote VIP que os isolaram do povo. Dos vereadores, estiveram por ali Robson Ricci (PSD), Felipe Alcalá (PL) e o sempre presente Dr. Tedeschi (PL). Depois do silêncio do prefeito, os dois parlamentares da base foram questionados se saberiam os motivos. Tedeschi negou saber. Alcalá, em tom de brincadeira, disse que o prefeito estava gripado e “perdeu a voz”.

Resultados
Apesar de Merabe e Montenegro terem sido colocados como os vilões da festa, as protetoras não ficaram caladas. Mas pelo menos elas foram ouvidas. Logo depois da festa, provavelmente ainda com ecos de vaias na cabeça, um edital de compra de ração para os gatos do IPA, Represa Municipal e sob tutela da secretaria do Bem-Estar Animal foi publicado. A previsão é de gasto de R$ 29,8 mil para a compra de 1.500 quilos de ração seca.
Brecha
Vereador licenciado e secretário de Habitação, Jorge Menezes, marcou presença na festa. Ele, que anda sumido da Câmara, avaliou que está bem na pasta e “se Deus quiser, vai continuar assim”. Durante uma breve conversa, o secretário falou sobre voltar à Câmara e deu o recado: “se eu tiver que voltar, vou votar exatamente ao contrário daquilo que me mandarem”. Se faltava alguma coisa para deixar Ricci mais à vontade na Casa, agora não falta mais.
De volta
O ex-prefeito, Edinho Araújo, agora no PRD, é agora o ex mais queridinho da cidade. De olho nas eleições de outubro, o pré-candidato a deputado federal abandonou de vez o período sabático e já está gastando a sola do sapato. Edinho se fez presente na aula inaugural da UFSCar Rio Preto, com direito a agradecimento especial do vereador João Paulo Rillo (PT), e está com a agenda lotada de eventos. Claro, com direito a paradinha para sessão de selfies.
Riopretano
Não foi só na UFSCar que Edinho ganhou os holofotes. No coquetel de lançamento do Riopretano, na última segunda-feira (23), o prefeito Fábio Candido não compareceu e nem mandou representantes. Já o ex-prefeito mais parecia ser atual prefeito e fez um discurso de cerca de dez minutos. Edinho foi até ovacionado pelos presentes e virou a grande estrela da noite, tietado até por Montenegro e pelo presidente do Republicanos, Diego Polachini.

O bicho está pegando
As recentes movimentações do Conselho de Cultura colocaram o secretário de Cultura, Robson Vicente, em cima do muro. Antes mesmo dele sair de férias, já havia especulações sobre ele não voltar para a pasta e já engatar em uma pré-campanha para deputado estadual. Robson voltou e deu de cara com uma representação feita pelo colegiado ao Ministério Público. Mais do que isso, a fila de pré-candidatos a uma cadeira na Alesp no PL já está grande.
Senha
Um dos primeiros a garantir o lugar na fila foi Dr. Tedeschi (PL) que nunca escondeu o desejo de disputar uma vaga na Alesp e já anunciou que tem as bênçãos do partido, quase que queimando a largada. Na sequência, veio a ex-secretária de Desenvolvimento Social, Sandra Reis, profissional de marketing que também já está em pré-campanha nas redes sociais. Por fim, ainda tem o ex-comandante do Baep, Costa Júnior.
Finalmente
O vereador Nenê da Zona Norte (PSB) tomou posse do mandato em uma cerimônia discreta e participou da sessão da última terça-feira (24) compondo a mesa no lugar de Abner Tofanelli (PSB), licenciado por questões de saúde. Tudo bem que Nenê deu uma ou outra escorregada no protocolo, mas mostrou que tende a ficar na oposição moderada. Ele votou, bem discretamente, a favor dos dois requerimentos verbais apresentados por Rillo.
De novo
Rillo apresentou requerimentos verbais de convocação de Robson Vicente, da Cultura, para falar sobre o Carnaval e os questionamentos do Conselho de Cultura, e de Mário Welber, secretário de Desenvolvimento Econômico, para falar sobre os gastos com a escultura da Dona Capi, carinhosamente apelidada de “presente de grego”, “Hipercapi” e “capivara de Tróia”. A cena se repetiu: os pedidos não foram aprovados e quase não tinha vereadores em plenário.
Silêncio
Nenê pode ter adotado uma estratégia, afinal, o voto dele não faria diferença. São necessários 12 votos para aprovar uma convocação. A votação final ficou em oito contrários e quatro favoráveis, ou seja, 12 vereadores presentes e o presidente Luciano Julião (PL), que não vota. Os demais parlamentares foram embora antes do fim da sessão. Normal? Não. Absurdo? Com certeza. Explicação dos motivos para ir embora mais cedo? Nenhuma. Talvez só fome mesmo.
Posicionado
Quase passou despercebida a votação de congratulações, apresentado por Márcia Caldas (PL), à secretária de Desenvolvimento Social, Lana Braga. Paulo Pauléra (Progressistas) chegou a dizer que ia se abster, mas logo corrigiu dizendo que era contra. “Tenho que ser contra. Quem já traiu uma vez, né?”, disse o vereador. Na sequência, Rillo e Montenegro o acompanharam. Lana deixou o MDB entre o primeiro e segundo turno das eleições de 2024 e foi para o PL.
Virou moda
Depois de participar de um acampamento religioso, Bruno Moura (Podemos) diz que é outra pessoa. Na tribuna, o vereador pediu desculpas a Julião por ter tirado sarro, “mais de uma vez”, sobre a carolagem do presidente da Casa. Durante o testemunho, ele ainda pediu desculpas a Rillo e disse que tinha vontade de encontrar o colega de plenário no banheiro para “uma conversa”. Agora é só esperar o assunto emendas parlamentares surgir para testar.
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