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Delegacia de Homicídios identifica mulher esquartejada em Rio Preto

Vítima de 30 anos foi identificada por confronto de impressões digitais; partes do corpo foram encontradas em sacos plásticos e lixeiras em julho

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Karol Granchi (Gazeta de Rio Preto)/ Deic
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A 3ª Delegacia de Homicídios de Rio Preto identificou como A. D. S., de 30 anos, a mulher vítima de homicídio seguido de esquartejamento e ocultação de cadáver, no Parque Estoril. A confirmação foi feita pelo Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt (IIRGD), em São Paulo, por meio de confronto papiloscópico, e comunicada à Deic nesta segunda-feira (17/8).

A identificação representa um avanço na investigação, iniciada em 27 de julho de 2026, quando partes de um corpo humano foram encontradas dentro de sacos plásticos e descartadas em lixeiras na região do Parque Estoril.

A confirmação científica foi possível após a localização dos antebraços e das mãos da vítima no piscinão do Parque Estoril. As impressões digitais foram submetidas a exame técnico pelo IIRGD, que conseguiu estabelecer a identidade da mulher.

Polícia já suspeitava da identidade

Antes mesmo do resultado do exame papiloscópico, os investigadores já trabalhavam com a hipótese de que a vítima fosse A. D. S. A suspeita surgiu a partir do cruzamento de informações obtidas por diferentes técnicas de investigação.

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A equipe levantou dados de pessoas desaparecidas ou que haviam interrompido o contato com familiares, além de reconstruir os últimos vínculos e locais frequentados pela possível vítima. Também foram analisados o perfil dela e as circunstâncias que antecederam o desaparecimento.

Os policiais ainda examinaram registros fotográficos, imagens de videomonitoramento, informações sobre os locais investigados e a distribuição geográfica dos segmentos corporais, entre outros elementos reunidos durante as diligências.

Outro recurso utilizado como ferramenta auxiliar foi a reconstrução aproximada da face a partir do crânio localizado durante a investigação. A representação facial foi confrontada com fotografias relacionadas a A. D. S. e, em conjunto com os demais elementos, reforçou a hipótese de identificação.

A investigação também considerou características físicas, informações biográficas, rotina, vínculos e locais frequentados pela possível vítima. Esse conjunto de dados integra a chamada vitimologia investigativa, utilizada para compreender o contexto anterior ao desaparecimento e direcionar as diligências.

Confirmação científica

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O trabalho da 3ª Delegacia de Homicídios ocorreu de maneira progressiva, com a reunião, análise e comparação de diferentes informações até que a hipótese construída pelos investigadores pudesse ser submetida à confirmação pericial.

Com o confronto das impressões digitais realizado pelo IIRGD, a identidade que era considerada provável pela equipe policial passou a ter confirmação científica.

A identificação permitirá à Polícia Civil avançar na reconstrução dos últimos momentos de A. D. S., além de aprofundar a apuração sobre seus vínculos e a dinâmica dos fatos que resultaram em sua morte.

As investigações continuam sob responsabilidade da 3ª Delegacia de Homicídios da Deic, do Deintet-5, que realiza novas diligências e exames periciais para esclarecer integralmente o homicídio, identificar todos os envolvidos e estabelecer a dinâmica do crime.

Esta reportagem é exclusiva do jornal Gazeta de Rio Preto e de autoria da jornalista Karol Granchi. É proibida a reprodução, cópia, publicação, distribuição ou utilização total ou parcial deste conteúdo, por qualquer meio, sem autorização prévia e expressa da autora e do veículo. A reprodução não autorizada constitui violação aos direitos autorais, nos termos da Lei Federal nº 9.610/1998.

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