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Estudo do Detran-SP aponta queda nas mortes de pedestres em Rio Preto

Levantamento destaca tendência positiva também em cidades como São Paulo, Campinas e Santos

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Arquivo Gazeta de Rio Preto
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São José do Rio Preto está entre os municípios paulistas que apresentam tendência de queda nas mortes de pedestres por atropelamento. O dado faz parte de um estudo divulgado pelo Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP), com base na plataforma Infosiga, que monitora estatísticas de acidentes no estado.

O levantamento analisou dados de janeiro de 2015 a fevereiro de 2025 e identificou 28 cidades com mais de 100 mil habitantes que registram redução significativa nas fatalidades no trânsito. Entre elas, além de Rio Preto, estão São Paulo, Santos, Campinas, Guaratinguetá, Guarujá, Mogi das Cruzes, Cubatão e Osasco.

Segundo o estudo, os pedestres são o terceiro grupo mais vulnerável no trânsito, atrás apenas de motociclistas e seus passageiros. Em 2024, eles representaram 17% das mortes no estado. Em contrapartida, o estudo revela que as mortes entre motociclistas continuam em alta e representam hoje 46% dos óbitos no trânsito no Brasil — em 2010, essa taxa era de 33%, segundo o Ministério da Saúde.

A diretora de Segurança Viária do Detran-SP, Roberta Mantovani, ressalta que o levantamento ajuda os municípios a direcionarem ações de prevenção. “A partir desses recortes, os municípios podem priorizar o que representa o maior fator de risco e o público mais atingido. Cada cidade precisa olhar para o seu sistema de trânsito e definir medidas específicas para enfrentamento dos problemas”, afirmou.

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O Estado de São Paulo também está elaborando seu Plano Estadual de Segurança Viária, que reunirá metas, indicadores e estratégias para melhorar a segurança no trânsito. A iniciativa faz parte de um esforço conjunto com os municípios e integra o compromisso do Brasil com a Segunda Década de Ação pela Segurança no Trânsito, proposta pela ONU, que busca reduzir pela metade as mortes e lesões em acidentes até 2030.

Para o analista sênior do WRI Brasil, Reynaldo Neto, os estados têm papel fundamental nessa articulação. “O trânsito em São Paulo é extremamente complexo. O estado pode conectar diretrizes nacionais e globais com o que está sendo feito nas cidades e impulsionar novos programas e uma engenharia de trânsito mais segura”, afirmou.

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