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Homem confessa feminicídio e é condenado a 19 anos de prisão

Após debate acirrado entre Ministério Público e advogados, jurados aceitaram integralmente os termos da denúncia: ocultação de cadáver e homicídio triplamente qualificado

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Nem mesmo a tão esperada confissão do feminicídio contra a companheira Rosana Ribeiro de Araújo atenuou a pena imposta ao réu Ilson Brasílio, condenado a 19 anos e 8 meses de prisão em regime inicial fechado. 

O júri popular realizado na tarde desta quarta-feira, 14, teve duração de seis horas e foi marcado por debate acirrado entre Ministério Público e defesa.
Apesar disso, os jurados acataram integralmente os termos da denúncia de ocultação de cadáver e homicídio triplamente qualificado.

A sentença superou as estimativas mais otimistas da defesa, representada pelo escritório Furlaneto & Carretero, que previa 16 anos de condenação. A estratégia adotada no júri popular foi confessar o crime, fato que era controverso desde então, e tentar convencer os jurados que de não havia elementos que justificassem a qualificadora de feminicídio, o homicídio praticado contra mulher em razão do sexo da vítima.

Ilson está preso preventivamente no Centro de Detenção Provisória de Rio Preto desde encontro do corpo da vítima, em dezembro de 2018. 
Com a condenação, ele deverá ser transferido para uma penitenciária da região.

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Para a defesa, o antecedente do réu pesou na sentença, já que ele registrava processo anterior por tentativa de homicídio contra uma ex-mulher no estado do Mato Grosso.

A condenação do homem coloca fim ao sofrimento da família Araújo, de José Bonifácio.

“Foram quase três anos de um silêncio doloroso, sem a alegria da minha irmã, que contagiava a todos em nossas reuniões de família. Todos nós ainda sofremos muito a ausência dela. A condenação não a trará de volta, mas é um conforto”, desabafou Valdenice Araújo, a última pessoa a conversar com Rosana em vida.

A advogada Priscila Furlaneto adiantou que vai recorrer da sentença.

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Para o promotor José Márcio Rossetto Leite, a pena foi satisfatória.

Ilson matou a mãe de seus dois filhos após a vítima decidir por um fim no relacionamento, que durava 27 anos. Rosana foi asfixiada quando encaixotava os pertences para a deixar a residência onde morava, no bairro Boa Vista.

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