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Julgamento de padrasto que matou enteado será dia 5/2 após suspensão

Réu é acusado de matar o enteado Hiago Fiuza, que morreu carbonizado em Rio Preto

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Redes Sociais/ Polícia Civil
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O Tribunal do Júri que julga José Ediberto Timóteo da Silva será realizado na próxima quinta-feira, dia 5 de fevereiro, no Fórum de Rio Preto, com início previsto para 13h30. O julgamento havia sido realizado em 21 de outubro do ano passado, mas foi suspenso em meio à sessão após uma série de ocorrências no plenário.

José Ediberto responde pela morte do enteado Hiago Fiuza, de 22 anos, que morreu carbonizado em 2022. O crime causou forte comoção em Rio Preto pela extrema violência descrita na investigação.

Na ocasião da primeira sessão do júri, a juíza Beatriz Mariani decidiu interromper o julgamento após o então advogado de defesa, Diego Carretero, relatar ter sido intimidado por uma pessoa presente no público. O defensor, que atuava pelo convênio da Defensoria Pública, afirmou que o homem, apontado como amigo da vítima, o encarava de forma ameaçadora, o que o levou a abandonar a defesa durante a audiência. Ele solicitou a identificação do indivíduo e informou que registraria boletim de ocorrência.

O plenário já vivia momentos de forte tensão. A mãe da vítima, Raquel Fiuza, foi a primeira testemunha ouvida, mas passou mal durante o depoimento e chegou a desmaiar, sendo socorrida por servidores do fórum. Diante da situação, a magistrada determinou a dispensa da testemunha. O réu foi retirado do plenário sob escolta da Polícia Militar enquanto o atendimento era prestado.

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Com a saída do advogado de defesa, a juíza determinou a devolução do processo à Vara do Júri, que posteriormente remarcou a sessão. À época, a advogada Claudionora Tobias, assistente de acusação da família, lamentou o adiamento e destacou a longa espera dos familiares por justiça.

José Ediberto foi preso em 2023, no interior do Ceará, após permanecer quase um ano foragido. De acordo com a investigação, ele teria trancado o quarto onde Hiago dormia e, em seguida, ateado fogo ao local. O jovem não conseguiu escapar e morreu carbonizado.

A retomada do julgamento na próxima quinta-feira pode representar o desfecho judicial de um dos casos mais chocantes registrados na cidade nos últimos anos.

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