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Marinho retira projeto que diminui salários dos vereadores

O projeto determinava que os salários baixassem dos atuais R$ 6 mil para R$ 3 mil em 2025 e para R$ 1,5 mil em 2029

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O vereador José Carlos Marinho, do PSB, retirou projeto que propunha o corte do subsídio (salário) do vereador a partir de 2025. O projeto determinava que os salários baixassem dos atuais R$ 6 mil para R$ 3 mil em 2025 e para R$ 1,5 mil em 2029. Marinho anunciou que não vai concorrer à reeleição em 2020. Ou seja, ele não seria afetado pelo corte dos subsídios que estava propondo.  Após descobrir que seu projeto não têm votos suficientes para prosperar, decidiu retirar o projeto que havia protocolado.

O projeto de José Carlos Marinho foi apresentado após projeto que tem características similares assinado pelo vereador Fábio Marcondes, do PL. O vereador do PL propôs a diminuição do número de vereadores na Câmara a partir de 2024 de 17 para 15 e na eleição de 2028 de 15 para 13. Ipiguá, Bady Bassitt, Mirassolândia e Onda Verde têm, cada uma delas, 9 vereadores, e todas tem menos de 5 mil habitantes. Rio Preto tem aproximadamente 500 mil, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Fábio Marcondes também anunciou que não é mais candidato á vereador em 2020, próxima eleição. Entretanto, seu projeto ainda tramita. Mas dificilmente terá número suficiente para ser implantado, embora o vereador seja muito bom nas articulações internas e pode conseguir leva-lo á votação em plenário.

Marcondes argumenta que seu projeto tem a proposta de diminuir os gastos que a Câmara Municipal tem. Na verdade, para diminuir os gastos com a Câmara basta que cada vereador deixe de ter quatro funcionários comissionados (indicados sem concurso público) em seus gabinetes com salários que chegam a R$ 5 mil e não indiquem aproximadamente 200 cargos de confiança no Poder Executivo (Prefeitura).  A diminuição dos vereadores na Câmara vai inibir ainda mais a representatividade. Rio Preto tem uma sociedade diversa e sofisticada e precisa ter espaço para receber representantes de todas as correntes políticas e sociais. Hoje a Câmara não tem um representante étnico (negro), uma feminista e muito menos um vereador que defenda as causas LGBT+, embora a cidade tenha parte importante da população que pertence a esses grupos. 

Hoje o número de vereadores é suficiente para abrigar uma representação mais democrática e que seja a fotografia demográfica da cidade.

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