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No Dia Nacional do Surdo, especialistas alertam para cuidados com a audição

De acordo com a OMS, 900 milhões de pessoas podem ter surdez até 2050; atualmente, no Brasil, problema afeta 5% da população

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Nesta quarta-feira, 26, foi celebrado o Dia Nacional do Surdo, uma data especial que representa a comunidade com deficiência auditiva. No Brasil existe mais de 10 milhões de pessoas surdas, o equivalente a 5% da população total do país. Além da surdez de nascença, os especialistas tem se atentado ao crescimento do número de pacientes com surdez adquirida por conta de fatores externos. Segundo a OMS, 466 milhões de pessoas no mundo sofrem com algum problema auditivo, sendo que 34 milhões delas são crianças. Em 2013 o número total era de 360 milhões, enquanto que em 2030, as estatísticas apontam o aumento para 630 milhões.

Ruídos acima de 80 decibéis podem causar perda irreversível da audição. O otorrinolaringologista Vagner Rodrigues alerta que o uso dos fones de ouvido são grandes vilões da audição e podem gerar dificuldade de compreensão de fala, irritabilidade e surdez precoce.

Fatores genéticos, autoimunes, problemas vasculares, infecções e traumas também podem ter relação com a perda repentina da audição. Anualmente a cada 5 mil pessoas, uma desenvolve a surdez súbita e em muitos casos o diagnóstico ocorre tardiamente, dificultando as chances de cura. “Essa é uma das perdas auditivas mais traumáticas, por isso a consulta médica deve ser feita o quanto antes. Apesar de repentino, o distúrbio pode apresentar alguns sintomas como, por exemplo, zumbido no ouvido, tonturas ou vertigem”, reforça o otorrinolaringologista.

Em alguns casos não é possível reverter o quadro de surdez e recomenda-se o uso de aparelhos auditivos ou implantes cocleares para recuperá-la. A fonoaudióloga Lívia Daniel explica como é realizada a reabilitação auditiva. “Nós iremos orientar o paciente para esse processo de reaprender a ouvir, realizando treinamentos auditivos, avaliações periódicas da audição e estimular a fala e a linguagem.”

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A OMS relata ainda que metade dos casos de surdez poderia ser evitado. As medidas de prevenção devem começar desde a infância, diminuindo a exposição a ruídos intensos e com exames de precaução.

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