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Peregrinação homenageia beato Mariano na região de Rio Preto

Caminhada será realizada em 8 de novembro, com saída da Igreja Santa Apolônia, em Engenheiro Schmitt, e percurso até a Paróquia São Luiz Gonzaga, em Cedral

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Província Agostiniana do Brasil (a imagem passou por tratamento com IA para melhor nitidez)
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A tradicional peregrinação em homenagem ao beato Mariano de La Mata Aparício (o primeiro beato da então Diocese de São José do Rio Preto), será realizada no dia 8 de novembro, com um percurso de sete quilômetros entre o distrito de Engenheiro Schmitt e o município de Cedral, na região noroeste paulista. A caminhada refaz o trajeto que o religioso percorria quando atuava como sacerdote nas paróquias de Santa Apolônia e São Luiz Gonzaga.

A programação terá início às 6h, com missa na Igreja Santa Apolônia, em Engenheiro Schmitt. Depois da celebração, os participantes seguirão a pé até a Paróquia São Luiz Gonzaga, em Cedral.

Realizado anualmente no segundo domingo de novembro, o Caminho do Beato Mariano é organizado pela Província Agostiniana do Brasil, responsável pela atuação dos agostinianos na região. Em Rio Preto, a ordem está presente na Paróquia Santa Rita de Cássia, também conhecida como Santuário Santa Rita de Cássia, localizada no Jardim Maria Lúcia.

História do beato

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Mariano de La Mata Aparício nasceu em 30 de dezembro de 1905, em Barrio de la Puebla, na província de Palência, na Espanha. Ingressou na Ordem de Santo Agostinho, emitiu os votos solenes em 1927 e foi ordenado sacerdote em 1930. No ano seguinte, foi enviado ao Brasil, onde exerceu o ministério religioso durante 52 anos.

Ao longo da trajetória, dedicou-se especialmente às Oficinas de Santa Rita, iniciativa voltada à produção de roupas para pessoas necessitadas. O religioso chegou a abrir mais de 200 unidades, conhecidas principalmente na cidade de São Paulo. Sua atuação também foi marcada pela devoção à Eucaristia, a Nossa Senhora e pela atenção às crianças, aos pobres e aos doentes.

Padre Mariano morreu em São Paulo, em 5 de abril de 1983. Em 5 de novembro de 2006, foi beatificado pelo papa Bento XVI, tornando-se o primeiro beato da Diocese de São José do Rio Preto.

A beatificação foi reconhecida após um milagre atribuído à intercessão do religioso: a recuperação de João Paulo Polotto, então com cinco anos, vítima de um atropelamento em Barra Bonita, em 1996.

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Na época, o menino estudava no Colégio São José e participava de uma excursão com a mãe, a médica Eliana Polotto, e o irmão. Após o acidente, foi socorrido em estado grave e encaminhado à Santa Casa de Jaú. Ao saberem do ocorrido, padres, funcionários e alunos do colégio se uniram em oração, pedindo a intercessão de Padre Mariano. João Paulo saiu do coma e apresentou uma recuperação considerada extraordinária.

Em 1997, a Arquidiocese de São Paulo iniciou o processo de beatificação, enquanto a Diocese de Rio Preto instalou um tribunal eclesiástico. A oficialização ocorreu em novembro de 2006, e o dia 5 daquele mês foi estabelecido como data litúrgica dedicada à memória do beato.

Investigação de um segundo milagre

A Igreja Católica também iniciou a investigação de um possível segundo milagre atribuído a Padre Mariano. O caso envolve Matheus Nascimento Pedroso, de Monte Aprazível, que teria apresentado melhora na fala após a mãe realizar uma novena ao beato.

Na época relatada, Matheus tinha 14 anos e enfrentava dificuldades significativas de comunicação. Segundo as informações divulgadas sobre o caso, ele começou a pronunciar as primeiras palavras apenas aos quatro anos. A eventual confirmação do milagre depende da análise da Igreja Católica.

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