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Representação no MP pede apuração sobre 22% de aulas não dadas no 1º bimestre

Segundo a Rede Escola Pública e Universidade, quase 20 mil aulas do Ensino Médio não haviam sido atribuídas a nenhum professor

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Carlos Giannazi (PSOL) ingressou na segunda-feira, 6, com representação no Ministério Público estadual denunciando a falta de aulas no ensino médio da rede pública paulista e pedindo a responsabilização criminal do governador do Estado e do secretário Estadual da Educação.

A iniciativa se baseia na nota técnica “Novo Ensino Médio e Indução de Desigualdades Escolares na Rede Estadual de São Paulo”, divulgada pela Rede Escola Pública e Universidade (Repu) na semana anterior.

O documento – produzido por professores e pesquisadores da Unicamp, UFSCar, UFABC, USP, Unifesp e IFSP – deu conta de que no início de abril, quando o primeiro bimestre letivo já estava sendo finalizado, 19.996 das 90.625 aulas dos itinerários formativos do Ensino Médio (22,1% do total) ainda não haviam sido atribuídas a nenhum docente.

Ainda ontem, na tribuna da Alesp, Giannazi exibiu, indignado, o trecho do programa “Sabatina BandNews”, no qual Rodrigo Garcia tenta contornar a situação, com a frase: “Vamos olhar o copo meio cheio. Se tem 22% de aulas não dadas, tem 78% de aulas dadas!”.

“É inacreditável que Rodrigo Garcia naturalize a falta de aulas na rede estadual de ensino para uma parte significativa dos nossos alunos”, afirmou o deputado. “Essa nota técnica da Repu só mostra o fracasso e a mentira que é esse Novo Ensino Médio, que está sendo implantado de uma forma irresponsável, só “para inglês ver”, tal como acontece com o Programa de Ensino Integral (PEI) e com a nova carreira do magistério, outras farsas deste governo Doria/Garcia.”

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