Política
Prefeito decreta situação de emergência em Saúde após incêndio
Prefeitura autorizou compras emergenciais para evitar desabastecimento nas unidades de saúde
O prefeito de Rio Preto, Fábio Cândido (PL), decretou situação de emergência na área da Saúde após um incêndio de grandes proporções destruir o depósito de insumos da Secretaria Municipal de Saúde, na madrugada de terça-feira (10). A medida foi publicada nesta quinta-feira (11) no Diário Oficial do Município e tem como objetivo evitar o desabastecimento das unidades de saúde.
Com o decreto, a Prefeitura está autorizada a realizar compras emergenciais e contratações diretas para a reposição imediata dos materiais perdidos no incêndio. O fogo consumiu insumos essenciais utilizados na rede municipal, como luvas, seringas e gazes, além de dois veículos da secretaria. Apesar da gravidade da ocorrência, não houve vítimas. O valor do prejuízo ainda não foi divulgado.
O decreto de emergência terá vigência de 90 dias e permite contratações com base na Lei Federal nº 14.133/21, pelo prazo máximo de um ano, sem possibilidade de prorrogação. Também foi instituído um Comitê de Gerenciamento de Crise, sob coordenação da Secretaria Municipal de Saúde, com a participação das secretarias de Administração, Fazenda e Planejamento Estratégico.
Segundo o prefeito, as compras emergenciais já foram iniciadas. Ele informou ainda que entrou em contato com o secretário estadual de Saúde, Eleuses Paiva, que se colocou à disposição para auxiliar o município. De acordo com Fábio Cândido, os postos de saúde e as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) possuem estoques suficientes para manter o atendimento à população pelos próximos dias, enquanto ocorre a reposição dos insumos.
O incêndio ocorreu no Parque Industrial Tancredo Neves e provocou intensa fumaça, que atingiu todo o quarteirão ao redor do galpão. Houve lentidão no trânsito da rodovia Washington Luís, principalmente no sentido Rio Preto–Mirassol. A área precisou ser isolada, e moradores e funcionários de empresas vizinhas foram orientados a deixar os imóveis de forma preventiva, devido ao risco de intoxicação.
A administração municipal avalia dois imóveis para abrigar provisoriamente o almoxarifado da Saúde. O prefeito destacou que o prédio atingido possuía Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) válido e seguro patrimonial. Após o controle das chamas, o local foi liberado para vistoria da Defesa Civil e para os peritos do Instituto de Criminalística, que irão apurar as causas do incêndio.
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