Cidades
Prefeitura e Semae assinam ordem de serviço de R$ 60 milhões para reforma do ETE
A melhoria estrutural da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) tem como principal objetivo das estruturas essenciais para garantir a eficiência do tratamento de esgoto e a qualidade dos serviços prestados
A Prefeitura de São José do Rio Preto e o Serviço Municipal Autônomo de Água e Esgoto (Semae) formalizaram, nesta ontem (8), a assinatura da ordem de serviço para o início imediato das obras de recuperação e de melhoria estrutural da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Rio Preto. O projeto, orçado em R$ 60 milhões, foca primordialmente na recuperação dos reatores anaeróbios de fluxo ascendente (UASB), componentes vitais para o saneamento básico da cidade.
A intervenção é considerada a mais crítica e necessária dos últimos anos para o sistema de saneamento local. O objetivo central é sanar os danos estruturais que comprometem a integridade física dos UASB, garantindo que a unidade continue operando em sua capacidade máxima no serviço de tratamento, afirmou o diretor do Sistema de Esgoto, Wagner Castilho Botaro.
Durante a cerimônia de assinatura, o prefeito Fábio Candido destacou o caráter prioritário da obra, classificando-a como uma medida de responsabilidade com o patrimônio público e com a saúde da população.
“Essa obra é de extrema importância porque o problema foi negligenciado ao longo do tempo pelos governos anteriores. Neste momento, estamos materializando uma característica da nossa gestão: não deixar os problemas debaixo do tapete. Estamos falando de uma obra que talvez não tenha sido realizada antes justamente porque não é visível aos olhos da população. Mas é uma obra que trará benefícios concretos para mais de 500 mil habitantes de Rio Preto”, afirma o prefeito Fábio Candido.
O diagnóstico técnico que fundamentou a abertura do processo licitatório e a execução da obra aponta para um cenário de desgaste severo. Desde 2019, relatórios de engenharia do Semae já indicavam a urgência de reparos devido ao surgimento de vazamentos em paredes e lajes. A exposição contínua aos gases resultantes do processo de tratamento acelerou a corrosão das armaduras de aço e a degradação do concreto.
A manutenção corretiva profunda tornou-se inadiável para evitar gravidade estrutural de unidades individuais, o que poderia gerar uma baixa eficiência do tratamento. A reforma atual prevê a recuperação da estrutura de concreto das paredes e lajes dos UASBs e a aplicação de impermeabilização a base de poliuretano elastomérico, que irá garantir uma maior durabilidade da estrutura devido ao ambiente agressivo, afirma o diretor Botaro.
O Papel dos Reatores UASB no Tratamento
Os reatores UASB (Upflow Anaerobic Sludge Blanket) representam o coração da ETE Rio Preto. Este sistema de tratamento anaeróbio é responsável pela remoção de 60% a 70% da carga orgânica presente no esgoto bruto antes que o efluente siga para as etapas subsequentes de tratamento.
O funcionamento eficiente desses reatores é o que permite que a cidade devolva água tratada ao Rio Preto dentro dos rigorosos padrões exigidos pelos órgãos ambientais. Sem a operação plena dos UASBs, a carga remanescente sobrecarregaria os tanques de aeração (segunda etapa do tratamento), onerando o custo operacional.
São José do Rio Preto mantém uma posição de destaque no cenário nacional de saneamento, sendo uma das poucas cidades de grande porte a tratar 100% do esgoto coletado. A ETE Rio Preto opera com uma vazão média de 1.240 litros por segundo, atendendo a totalidade da população urbana.
Com o início desta obra, o Semae reafirma seu compromisso com a gestão responsável dos recursos públicos e com a preservação ambiental, priorizando investimentos que, embora muitas vezes não visíveis aos olhos do cidadão comum, são os pilares que sustentam a qualidade de vida e o desenvolvimento sustentável de São José do Rio Preto.
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