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Prisões em flagrante por violência doméstica aumentam 7,4% na região

Em todo o estado de São Paulo, quase 11 mil agressores foram presos em flagrante

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Reprodução/ arquivo pessoal
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As prisões e apreensões em flagrante relacionadas a casos de violência doméstica e familiar aumentaram 7,4% na região de Rio Preto durante o primeiro semestre de 2026. Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, foram registrados 553 flagrantes de agressores entre janeiro e junho deste ano, contra 515 no mesmo período de 2025.

O crescimento também foi observado em todo o Estado de São Paulo. Nos seis primeiros meses de 2026, as forças de segurança realizaram 10.924 prisões e apreensões em flagrante por violência doméstica e familiar. No mesmo período do ano passado, foram 8.692 ocorrências desse tipo.

Um caso que chamou atenção em Rio Preto mostra a gravidade das situações enfrentadas por vítimas de violência doméstica. Em agosto do ano passado, uma jovem de 28 anos foi mantida em cárcere privado durante quatro dias pelo namorado, de 40 anos, e sofreu uma série de agressões. Segundo a investigação da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), o homem a trancou dentro de casa, cortou seus cabelos, deu socos e chutes e chegou a arrastá-la pelos cabelos quando ela tentou escapar.

Os ataques provocaram fraturas no nariz, no braço e no joelho, além de uma fratura exposta no cotovelo. A vítima, que é de Ibirá, na região, também relatou ter sido ameaçada de estupro e afirmou que o homem gravou vídeos íntimos dela sem autorização, mesmo enquanto estava debilitada.

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Depois de permanecer quatro dias presa no imóvel, a jovem foi resgatada pelo pai em estado grave. Ela precisou ser encaminhada ao Hospital de Base de Rio Preto, onde passou por cirurgia e permaneceu internada durante cinco dias. O suspeito foi preso preventivamente e também responde por tráfico de drogas.

O homem vai responder por crimes como cárcere privado, ameaça, tentativa de estupro e gravação de vídeos íntimos sem autorização.

Para a secretária de Políticas para a Mulher de São Paulo, Adriana Liporoni, o aumento dos flagrantes está relacionado ao fortalecimento das ações de policiamento e da estrutura de proteção às mulheres.

“O trabalho de prevenção e a resposta rápida aos casos de violência doméstica ajudam a identificar situações de risco e garantir a prisão rápida dos agressores”, afirma.

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As medidas integram o SP Por Todas, iniciativa que reúne diferentes secretarias estaduais em ações voltadas à segurança, proteção e autonomia financeira das mulheres.

A rede de atendimento mantida pelo Estado possui 144 Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs), 235 Salas DDM 24h integradas e mais de 650 policiais femininas especializadas. A estrutura busca facilitar o acesso à denúncia e ampliar o acolhimento às vítimas.

Entre os serviços disponíveis está a Cabine Lilás, da Polícia Militar, que direciona para policiais femininas especializadas as ligações relacionadas à violência doméstica feitas ao telefone 190. As agentes orientam as vítimas sobre medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha, direitos como o auxílio-aluguel, quando cabível, e o acesso aos serviços da rede de assistência social.

O secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, afirma que o objetivo é reduzir as dificuldades enfrentadas pelas mulheres para denunciar situações de violência.

“Queremos que nenhuma mulher deixe de denunciar por medo, dificuldade ou falta de informação. As forças de segurança estão atuando para desburocratizar o acesso à denúncia, ampliar o acolhimento e garantir proteção ao longo de todo o processo”, disse

Outra ferramenta disponibilizada pelo Estado é o aplicativo SP Mulher Segura. A plataforma permite registrar boletins de ocorrência pela internet, consultar endereços de unidades policiais e acionar o Botão do Pânico.

O recurso comunica simultaneamente a polícia e um contato de emergência previamente cadastrado para mulheres que possuem medidas protetivas contra seus agressores.

São Paulo conta ainda com a Patrulha SP Mulher Segura, serviço da Polícia Militar criado para acompanhar vítimas e fiscalizar o cumprimento das medidas protetivas determinadas pela Justiça.

Além do patrulhamento, as forças de segurança realizam operações para cumprir mandados judiciais e localizar suspeitos ou procurados por envolvimento em casos de violência doméstica e familiar.

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