Cidades
Professora é investigada por agressão a criança de 2 anos na região
O caso também foi acompanhado pelo Conselho Tutelar
Uma professora de 56 anos, da rede municipal de ensino de Bálsamo, a quase 30 km de Rio Preto, no interior de São Paulo, está sendo investigada por suspeita de agredir uma criança de apenas dois anos e oito meses, dentro de uma creche da cidade. A denúncia chegou à Polícia Civil no dia 24 de julho, por meio de um ofício enviado pelo prefeito Junior Naliati (MDB), que anexou um pendrive com imagens do ocorrido.
A profissional foi afastada de suas funções por 30 dias.
Segundo o registro policial, a criança teria sido agredida no interior da Creche Escola Letícia da Silva Sanches. As imagens — que agora integram o inquérito — teriam flagrado a professora puxando a menina pelos cabelos e colocando a mão em sua boca, supostamente para fazê-la parar de chorar. Em seguida, ela a teria arrastado até a sala de descanso, onde gritou com a criança. Outra funcionária teria presenciado a cena e retirado a menina do local.
A avó da vítima contou para a polícia que ficou sabendo do episódio por meio do prefeito, no sábado seguinte à agressão, mas sem detalhes. Em busca de esclarecimentos, procurou a coordenadora de Educação do município, que confirmou a agressão, mas não mostrou as imagens. A coordenadora da unidade também confirmou o ocorrido em conversa com a avó.
Ainda segundo o boletim de ocorrência, a criança não apresentava ferimentos aparentes. A família também criticou o fato de que ninguém da escola informou a mãe sobre a situação no momento em que buscou a filha no final do dia. Sem saber do ocorrido, a mulher levou a filha normalmente à escola no dia seguinte.
O caso também foi acompanhado pelo Conselho Tutelar, que prestou apoio à família e forneceu os dados da criança e da mãe à polícia. A ocorrência foi formalizada na Delegacia de Polícia Civil de Bálsamo.
Nota oficial da Prefeitura de Bálsamo
“A Prefeitura Municipal informa que, diante da denúncia de conduta inadequada envolvendo uma professora da rede municipal de ensino, foram imediatamente adotadas as medidas cabíveis. A profissional foi afastada de suas funções por 30 dias, de forma preventiva e foi instaurado processo administrativo para apuração rigorosa dos fatos. A Prefeitura não compactua com esse tipo de conduta e reitera seu compromisso com a segurança, o respeito e o bem-estar dos alunos da rede municipal.”.
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