Política
Proposta única do Smart Rio Preto prevê contraprestação mensal de R$ 4,8 milhões
Considerando todo o prazo contratual, a parceria público-privada (PPP) poderá alcançar até R$ 1,75 bilhão
A Prefeitura de Rio Preto avançou nesta quinta-feira (22) no projeto Smart Rio Preto com a abertura do envelope da proposta de preços da Concorrência Presencial. Único habilitado no certame, o Consórcio Smart Rio Preto apresentou oferta de R$ 4.830.420,00 por mês, valor próximo ao teto estabelecido no edital, que é de R$ 4.929.000,00.
A sessão ocorreu na Sala de Licitações do Paço Municipal e foi conduzida pela Comissão de Contratação. O consórcio é formado pela Companhia Brasileira de Infraestrutura (CBI), líder do grupo, CLD Construtora, Laços e Detetores e Eletrônica Ltda e 3 JM Construtora e Incorporadora Ltda.
O valor apresentado corresponde à contraprestação máxima mensal a ser paga pelo município durante o período da concessão administrativa, que terá duração de 30 anos. Considerando todo o prazo contratual, a parceria público-privada (PPP) poderá alcançar até R$ 1,75 bilhão, conforme previsto no edital.
De acordo com as regras da licitação, a contraprestação será custeada principalmente com recursos da Contribuição para Custeio da Iluminação Pública (CIP), além de outras fontes orçamentárias do município. O investimento estimado para a implantação do projeto é de R$ 463,9 milhões.
Após a abertura, a proposta foi considerada regular e seguirá para nova análise técnica da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), responsável por avaliar a adequação do valor às exigências do edital e às condições de mercado. Não houve impugnações durante a sessão.
O projeto Smart Rio Preto prevê a implantação, manutenção e operação de sistemas de Cidade Inteligente, incluindo a instalação de cerca de três mil câmeras de videomonitoramento com uso de inteligência artificial, a modernização da iluminação pública com tecnologia LED e a implantação de um sistema semafórico inteligente.
Concluída a análise técnica, o consórcio ainda deverá passar pela chamada “prova de conceito”, que avaliará a viabilidade técnica e funcional das soluções propostas. Somente após essa etapa e a constituição de uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) o contrato poderá ser assinado.
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