Política
Terceirizados protestam na Prefeitura de Rio Preto por atraso de salários
Grupo de cerca de 100 trabalhadores da limpeza cobra regularização dos pagamentos
Funcionários terceirizados que prestam serviços de limpeza em unidades da rede municipal de saúde de Rio Preto realizaram um protesto em frente à Prefeitura na manhã desta quarta-feira (10). Os trabalhadores denunciam atrasos nos pagamentos e cobram uma solução da administração municipal e da empresa responsável pelo contrato.
Segundo os manifestantes, cerca de 100 profissionais foram afetados. O grupo atua por meio da empresa Gstaff, contratada pelo município em 2024 para prestação de serviços terceirizados.
Durante a mobilização, os trabalhadores buscaram uma reunião com representantes do governo do prefeito Fábio Candido (PL) para discutir a situação e obter informações sobre a regularização dos salários.
A manifestação foi acompanhada pelo presidente da Câmara Municipal, Luciano Julião (PL), e pelos vereadores João Paulo Rillo (PT) e Pedro Roberto (Republicanos). Os parlamentares participaram de conversas com o secretário municipal de Governo, Rodrigo Casanova, em busca de uma solução para o impasse.
O protesto ocorre no mesmo dia em que a Prefeitura publicou, no Diário Oficial do Município, uma notificação à empresa Gstaff para apresentação de documentos relacionados ao contrato.
Em nota, a administração municipal afirmou que os vínculos empregatícios são de responsabilidade da empresa terceirizada, mas garantiu que acompanhará o caso.
“Os vínculos trabalhistas são de responsabilidade das empresas contratadas. Ainda assim, as secretarias de Educação e de Saúde cobrarão o cumprimento das obrigações contratuais e trabalhistas”, informou a Prefeitura.
A administração acrescentou que continuará fiscalizando a execução dos contratos e adotará medidas em caso de descumprimento das obrigações por parte das prestadoras de serviço.
Ainda de acordo com o governo municipal, uma nova medida será anunciada nos próximos dias para reforçar a fiscalização dos contratos terceirizados e ampliar a proteção aos trabalhadores. Segundo a Prefeitura, o modelo seguirá o entendimento consolidado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a responsabilidade da administração pública na fiscalização dos contratos, buscando prevenir irregularidades trabalhistas, prejuízos aos cofres públicos e impactos na prestação dos serviços à população.
Até o início da tarde desta quarta-feira, os trabalhadores aguardavam um posicionamento sobre a regularização dos pagamentos.
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