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Tenório supera Covid-19 e busca sua sétima medalha em Paralimpíadas

Maior nome do judô nacional, o paratleta de Rio Preto inicia disputa neste sábado (28) na Arena Nippon Budokan

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Resiliência é uma palavra que define bem Antônio Tenório. O paulista, que treina em Rio Preto, ficou totalmente cego aos 19 anos, após um acidente com um estilingue no seu olho esquerdo, aos 13, e uma infecção no olho direito seis anos mais tarde. Hoje, aos 50 anos, o maior judoca paralímpico de todos os tempos chega ao Japão para a disputa dos Jogos Paralímpicos pela sétima vez após vencer um dos adversários mais difíceis de sua vida: a COVID-19. E a expectativa é voltar para casa com mais uma medalha no peito. Tenório mantém academia de judô em Rio Preto.
 
Diagnosticado com o novo coronavírus em março deste ano, Tenório ficou internado por 18 dias, chegou a ter 80% de seu pulmão comprometido, precisou de ventilação, mas não foi intubado. “Só Deus explica a minha permanência no judô paralímpico. As vezes acho que nem era para eu estar mais presente nesse mundo”, conta, emocionado, o judoca. “É um privilégio estar aqui mais uma vez defendendo o Brasil”, completa.
 
O susto ficou para trás e Antônio Tenório foca nos treinos para fazer bonito na hora que pisar no tatame. “Sabemos a dificuldade do torneio, mas a expectativa é subir ao pódio mais uma vez. Temos treinado forte e, independente do resultado, tenho certeza que vou fazer o meu melhor”, garantiu o atleta.
 
Dono de quatro medalhas de ouro, uma de prata e uma de bronze, Tenório ocupa o quarto lugar no ranking mundial da classe B1 (cegos totais ou com percepção de luz, mas sem reconhecer o formato de uma mão a qualquer distância), na categoria até 100kg. Sua estreia na Arena Nippon Budokan, em Tóquio, será neste sábado (28).

E no domingo (29), às 21h30, quem compete em Tóquio é o paratleta rio-pretense, Claudiney Batista.  Ele disputa a prova do lançamento de disco Classe F56.  Batista defende o Clube Amigos dos Deficientes, o CAD, é recordista paraolímpico e mundial. Mais promessa de medalha para a cidade.

“Os treinos aqui estão bem intensos, reduzimos a carga porque já estamos na fase competitiva e estamos trabalhando a velocidade” afirmou o atleta que está sofrendo com o forte calor em Tóquio. “Mesmo morando em Rio Preto estou sentindo a temperatura aqui, principalmente no horário que vou competir que é no período da manhã”. Ele está bem confiante numa medalha. “Treinei para buscar mais uma medalha para nossa cidade”.

 

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