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Movimentos de esquerda de Rio Preto irão às ruas neste sábado em ato contra Bolsonaro

Movimentos de partidos de esquerda e comunidade LGBTQIA+ de Rio Preto se reunirão em frente à Prefeitura, no próximo sábado (3) para pedir pelo fim do governo de Jair Bolsonaro e também se manifestar contra a Câmara e a gestão de Edinho Araújo

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Movimentos de partido de esquerda, sindicatos, coletivos feministas e comunidade LGBTQIA+ de Rio Preto irão às ruas no próximo sábado (3) em um ato nacional pelo fim do governo Bolsonaro e Mourão. Na cidade, a manifestação está marcada para às 14h30, em frente à Prefeitura.

Segundo a presidente do Partido Socialismo e Liberdade (Psol) em Rio Preto, Luciana Fontes, uma das organizadoras da ação no município, o evento faz parte da agenda de lutas nacionais e também é uma oportunidade para que os grupos se manifestem contra as medidas recentes adotadas pela bancada conservadora da Câmara.

“É a maneira de lutar pela saída desse governo responsável pela morte de meio milhão de brasileiros e brasileiras, denunciar a má gestão da pandemia e os diversos retrocessos contra os trabalhadores. Nosso lema é comida no prato, vacina no braço e fora Bolsonaro e Mourão. O governo Bolsonaro não é marcado só pela má gestão, mas também pela CPI da Covid e catástrofes maiores como a reforma administrativa e a destruição do serviço público”, disse.

Luciana também ressaltou o descontentamento dos grupos de esquerda em relação a gestão do prefeito Edinho Araújo durante a pandemia do novo coronavírus.

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“Em Rio Preto é preciso lutar diariamente contra a má gestão durante a pandemia. Não houve auxílio municipal aos trabalhadores e trabalhadoras, mas decisões municipais que negligenciam e negam a saúde pública. Os trabalhadores da educação, por exemplo, muitos ainda não receberam a segunda dose da vacina e foram obrigados a retornar às aulas sem a imunização completa”, explica.

LGBTQIA+

O ato nacional também será palco de manifestação da comunidade LGBTQIA+ de Rio Preto contra a moção de repúdio do vereador e presidente da Comissão dos Direitos Humanos, Anderson Branco (PL), que reprova a campanha ‘Como Explicar’, da rede de fast-food Burguer King (que retrata o diálogo entre adultos e crianças sobre a homossexualidade).

Além de Branco, a moção foi votada por mais oito parlamentares, sendo: Jean Charles Serbeto (MDB), Julio Donizete (PSD), Karina Caroline (Republicanos), Odélio Chaves (PP), Robson Ricci (Republicanos), Rossini Diniz (PL) e Bruno Moura (PSDB).

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Os vereadores Celso Peixão (MDB), João Paulo Rillo (Psol), Renato Pupo (PSDB) e Claudia De Giuli (MDB) foram contrários.

Para a comunidade LGBTQIA+, a moção fere os direitos humanos e mostra uma bancada homofóbica.

“Pautas municipais também serão levantadas, como o bloqueio da existência do Conselho Municipal da Diversidade Sexual e Gênero, repúdio dos vereadores a propaganda veiculada que apoia a diversidade e de toda a ação excludente e preconceituosa exercida pelo governo em nossa cidade contra a diversidade.”, afirma Alexandre Felipe de Oliveira, militante LGBTQIA+.

“A premissa principal de qualquer representante do povo seria a defesa de seus direitos. Nós vamos nas ruas no sábado em torno da defesa de direitos fundamentais e consagrados pela Constituição Federal – esse deveria ser o objetivo central da Câmara, e a moção (do vereador Anderson Branco) é o contrário – defende uma política de violação de direito. Como representante popular, a pessoa ter condição de declarar se gosta ou não gosta da orientação sexual de uma pessoa, já é um atentado contra a existência dessa pessoa”, acrescenta Luciana.

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