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Câmara vota criação da Secretaria de Direitos Humanos em Rio Preto

Nova pasta deve custar R$ 642 mil em 2025 e R$ 1,4 milhão a partir de 2026

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Divulgação/TV Câmara
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A Câmara de Rio Preto vota nesta terça-feira (19), em regime de urgência, o Projeto de Lei Complementar do prefeito Fábio Candido (PL) que cria a Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania. A proposta também prevê a instalação de dois novos Conselhos Tutelares na cidade a partir de 2026.

De acordo com o texto, estão previstos ainda cargos de assessor, coordenador dos conselhos tutelares e agentes administrativos, além de uma função gratificada para coordenação de políticas públicas.

A Prefeitura estima impacto orçamentário de R$ 642,8 mil em 2025 com a implantação da secretaria. Já a criação dos novos conselhos deve gerar um custo adicional de R$ 450,7 mil no primeiro ano. A partir de 2026, a folha de pagamento da pasta pode chegar a R$ 1,4 milhão ao ano, enquanto a manutenção dos conselhos deve demandar cerca de R$ 1,2 milhão anuais.

Segundo o prefeito, a secretaria terá papel estratégico na integração de políticas voltadas à população vulnerável. “A criação da Secretaria de Direitos Humanos e da Cidadania permitirá cruzar informações e integrar ações de Saúde, Assistência Social, Educação, Habitação, Segurança, Esportes, Cultura, entre outras”, afirmou na justificativa do projeto.

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Outras propostas em pauta

Também em regime de urgência, os vereadores vão analisar projeto do Executivo que abre crédito adicional suplementar de R$ 1 milhão para a Secretaria de Esportes.

Além disso, estão na ordem do dia dois projetos do vereador Paulo Pauléra (Progressistas). Um deles proíbe a execução de músicas com apologia ao crime, drogas ou conteúdo sexual em escolas públicas e privadas, e outro veta a nomeação de pessoas condenadas por maus-tratos a animais em cargos públicos.

Já em primeira discussão, os parlamentares vão avaliar os projetos de Rossini Diniz (MDB), que estabelece diretrizes para a política municipal de cuidado de pessoas com bexiga neurogênica; de Felipe Alcalá (PL), que fixa prazo máximo de 30 dias para agendamento de consultas eletivas nas UBSs, 15 dias para crianças, idosos, gestantes, PCDs e pessoas com TEA; e de Abner Tofanelli (PSB), que cria a “Semana da Diversidade e Defesa da População LGBT+”.

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Na segunda discussão, serão votadas propostas do Executivo para desafetar imóveis do Loteamento Parque dos Pássaros e criar o Conselho Municipal Afro (CMA), destinado a fiscalizar e sugerir políticas de combate à discriminação racial.

Também entram em pauta o projeto de Renato Pupo (Avante), que institui a Política Municipal de incentivo às práticas Ambiental, Social e Governança (ESG), e o de Jonathan Santos (Republicanos), que cria o programa “Conhecendo Minha Cidade”, voltado à valorização do patrimônio histórico, cultural e ambiental junto a estudantes da rede pública.

Por fim, será analisado o veto do prefeito ao projeto do vereador Alexandre Montenegro (PL), que regulamenta o funcionamento de estabelecimentos de reciclagem no município. O Executivo alegou falta de legalidade e constitucionalidade no texto, embora tenha reconhecido a relevância do tema para o combate aos furtos de fios de cobre e alumínio.

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