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Segurança do Palmeiras pede denúncia contra Marcondes por injúria racial

Advogados afirmam que provas confirmam ofensa

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Reprodução/Redes Sociais
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A defesa de Adilson Antonio de Oliveira, segurança do Palmeiras envolvido em uma discussão com o vice-prefeito e secretário de Obras de Rio Preto, Fábio Marcondes (PL), durante um jogo em fevereiro deste ano, apresentou petição à Justiça pedindo o oferecimento de denúncia por injúria racial.

O documento foi protocolado na noite de sexta-feira (15), na 1ª Vara Judicial de Mirassol, e contesta a versão apresentada pelo político. Segundo os advogados, o inquérito conduzido pela Polícia Civil já foi concluído com indiciamento de Marcondes, baseado em “elementos robustos de materialidade e autoria”.

De acordo com o relatório policial, o vice teria chamado o segurança de “macaco velho”, e não “paca vea”, como sustenta a defesa. A versão da vítima é de que, após ser chamado repetidas vezes de “lixo”, também sofreu a injúria racial.

A petição destaca que tanto a prova oral quanto pareceres técnicos particulares e o laudo oficial confirmam a ofensa. Para o advogado Euro Bento Filho, “a ofensa está cabalmente comprovada”. Ele afirma ainda que a tentativa da defesa de Marcondes de invalidar o uso de inteligência artificial na perícia e pedir arquivamento seria uma “cortina de fumaça” para desviar o foco.

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O caso foi registrado após boletim de ocorrência feito por Adilson em fevereiro, depois de partida entre Mirassol e Palmeiras. O episódio foi filmado por uma equipe da TV Tem e gerou forte repercussão política. Marcondes chegou a se afastar duas vezes do cargo em meio à crise, mas retornou em maio ao governo do prefeito Fábio Candido (PL).

A defesa do vice alega que os xingamentos foram dirigidos ao clube, e não ao segurança, e que laudos do Instituto de Criminalística de São Paulo apontaram a expressão “paca vea”. Também pediu à Justiça a nulidade do relatório policial e o arquivamento do caso.

Na manifestação, os advogados do segurança afirmam que ele chegou a passar por tratamento psicológico após o episódio e pedem a responsabilização do vice-prefeito pelo “covarde delito cometido”.

O inquérito e as petições agora serão analisados pelo promotor Silvio Codogno, do Ministério Público de Mirassol, que poderá oferecer denúncia, requisitar novas diligências ou pedir arquivamento.

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