Política
Confira os bastidores da política desta sexta-feira, dia 25 de junho
O jornalista Rubens Celso Cri traz na coluna Giro Político as principais notícias da política
Pupo se defende no Conselho
O vereador Renato Pupo, PSDB, entregou sua defesa ao Conselho de Ética da Câmara na quarta-feira. Aguarda a decisão da Comissão Processante do Conselho decidir se arquiva a denúncia ou abre um processo por quebra de decoro parlamentar. Se ele for punido, reafirma que vai entrar com uma representação contra o vereador Anderson Branco, PL, que fez a denúncia.
“Um sócio, um desafeto”
O tucano Renato Pupo disse em uma sessão que Branco não gosta da Polícia Civil. Afirmou que ele “teve um sócio, um desafeto” na corporação. Osa dois não se entendem desde quando Anderson Branco denunciou que sua esposa, policial civil, estava sendo importunada sexualmente e moralmente pelo ex- delegado seccional José Mauro Venturelli. Na denúncia, Branco afirmou que sua esposa está doente e que a fala de Pupo foi ofensiva e violou o decoro parlamentar.
Equívoco
Na defesa junto ao Conselho, Renato Pupo disse que se equivocou ao usar a palavra “sócio” e se corrigiu imediatamente usando a expressão “desafeto”. E não vê “quebra de decoro” no termo “sócio”. “Esclareci (na defesa) que na mesma conversa, antes de eu pronunciar a palavra sócio, ele disse que não tenho vergonha na cara. Isso sim é quebra de decoro parlamentar. Conclui: “em nome do princípio da igualdade, se for instaurado algum procedimento em relação a mim, que o seja também para apurar quebra de decoro do autor da representação.”
5% maior
A Câmara aprovou nesta terça-feira a Lei de Diretrizes Orçamentária para 2022. O projeto da Prefeitura recebeu 13 emendas, das quais duas foram retiradas após acordo. Ela lista as prioridades a serem realizadas com o orçamento do ano que vem. A previsão é que ele cresça 5% e passe dos atuais R$ 2 bilhões para R$ 2,1 bilhões. A precisão é que a economia ajude a arrecadar mais R$ 100 milhões. A informação foi dada em audiência pública pelo vice-prefeito, Orlando Bolçone, pelo secretário de Obras, Israel Cestari, e Martinho Ravazze, da Fazenda. Foram 14 votos a favor e um contra.
Caça às bruxas
O Conselho está numa situação muito delicada. Uma denúncia de Bruno Moura, PSDB, levou o Conselho a ver quebra de decoro e punir João Paulo Rillo, Psol, com censura escrita. Em seguida, o Psol também denunciou o vereador Bruno Moura, pela mesma ilegalidade. O Partido acusa Bruno de ameaçar João Paulo Rillo, Psol, de agressão física, durante a sessão. O presidente do Conselho, Paulo Pauléra, PP, anunciou uma reunião segunda-feira, às 10h, para decidir o que fazer nos dois casos. De Branco contra Pupo e do Psol contra Bruno Moura.
Com máscara
Na sessão extraordinária da Câmara realizada ontem para discutir a Lei de Diretrizes Orçamentárias, LDO, a Mesa Diretora baixou uma regra que reafirma a necessidade do uso de máscara. Ela foi lida pelo presidente Pedro Roberto, Patriota. Vereador não pode entrar sem máscara ou retirá-la nos corredores ou gabinetes. A Mesa teve que tomar a decisão porque há descumprimento dos decretos municipais. Embora ninguém tenha dito oficialmente, a norma tem nome e endereço: o vereador Anderson Branco. Quem não usar, está convidado a participar da sessão via remota. Jornalistas sem máscara, na sala de imprensa foram chamados à atenção.
É meu
O que é meu ninguém tasca. Ao menos foi dessa forma que a vereadora Cláudia De Giuli, MDB, se comportou na sessão de ontem. O vereador Robson Ricci, Republicanos, apresentou uma emenda para construir um Hospital Veterinário com o orçamento do ano que vem. Ela representa cuidadores e os animais que são maltratados. Robson não retirou e disse para a vereadora que sua proposta é apenas para complementar o trabalho dela. Cláudia justificou o pedido alegando que a Prefeitura informou que a licitação para o Hospital Veterinário está sendo aberta e ele será construído.
Pelas beiradas
O presidente Jair Bolsonaro anunciou em uma de suas lives a autorização para a construção do aeroporto de Olímpia. Num primeiro momento, ele é chamado de Aeroporto Regional e precisa ser construído porque o de Rio Preto não oferece possibilidade de aumentar a pista e receber grandes aeronaves. Na verdade, essa é uma tática para não causar melindres. Ele terá uma pista de 2.250 metros de cumprimento e 45 de largura. Uma capacidade de 500 mil operações/ ano. Localização perfeita: ao lado da pista da rodovia Assis Chateaubriand. Esta, aliás, encaminhada para ser duplicada entre Rio Preto e Olímpia.
Nacional, mesmo
O aeroporto de Rio Preto tem uma pista que não chega a 1700 metros de cumprimento e apenas 35 de largura. Olímpia quer receber os grandes aviões que não podem pousar aqui. Eles já falam em grandes aeronaves e voos internacionais. É o primeiro passo para o aeroporto de Rio Preto passar a ser o regional e o de lá, o internacional. Na verdade, a região precisa há muito tempo de um aeroporto internacional. Industriais que precisam exportar pequenas cargas (parafusos, ruelas, pequenas peças) e fruticultores não exportam uvas e mangas porque o desembaraço ao ir para São Paulo elimina a margem de lucro. No caso de Olímpia, é para receber visitantes em seus parques aquáticos. Com tanto poder político, Rio Preto ficou assistindo. Agora, com a Região Metropolitana, poderemos dizer que o aeroporto de Olímpia será o nosso. Vai estar para Rio Preto, como Guarulhos está para São Paulo.
Longa caminhada
Claro que o aeroporto local não vai perder muitos passageiros. Tanto que ele é um dos mais namorados na concessão aeroviária que o governo do estado está realizando. São 700 mil passageiro/ ano com crescimento médio de 10% ao ano. Mas, a discussão é outra. É a importância que o aeroporto de Olímpia vai alcançar se ele se transformar em internacional e começar a receber grandes aeronaves internacionais e a exportar cargas leves. Mas, essa caminhada ainda é longa. Para ser internacional, tem que ter uma delegacia da Polícia Federal e um departamento Fito Sanitário para evitar praças e doenças exóticas chegando na região.
Foice
O deputado estadual licenciado e secretário de Agricultura do estado, Itamar Borges, MDB, nega que esteja pensando na eleição de 2024, quando seria sucessor do prefeito Edinho Araújo, MDB. Mas, ele só pensa nisso. Na verdade, tem dois obstáculos: o primeiro, mais fácil, é vencer e se reeleger deputado em 2022. O segundo é decifrar qual é o acordado entre o prefeito Edinho Araújo, MDB, e Rodrigo Garcia, hoje PSDB, mas ainda cacique do DEM local. O DEM local tem o vice-prefeito Orlando Bolçone, DEM, que cultiva o mesmo sonho, e a carta na manga de Rodrigo Garcia, que se chama Geninho Zuliani. O último, federal pelo DEM de Olímpia, anunciou a transferência da residência e do título para Rio Preto. É o primeiro passo.
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