Política
Confira os bastidores da política desta sexta-feira, dia 30 de abril
O jornalista Rubens Celso Cri traz na coluna Giro Político as principais notícias da política
Pra valer
O governador João Doria, PSDB, iniciou na última segunda-feira sua caminhada para tentar chegar ao Palácio do Planalto em 2022. Terá que conquistar a vaga no PSDB e costurar os apoios que precisa no estado de São Paulo. O núcleo PSDB, DEM e MDB deve lançar candidatos a presidente, governador e senador. Para isso, anunciou a abertura da caixa de bondades e comunicou aos prefeitos do MDB pacotes de verbas que vão de R$ 400 mil à R$ 1 milhão. Rio Preto fica com R$ 1 mi.
Edinho foi
Edinho Araújo, MDB, os prefeitos do partido e a bancada de deputados estaduais foram ao encontro com governador ao lado do presidente do MDB nacional, Baleia Rossi. O vice de Bruno Covas, emedebista Ricardo Nunes, estava presente. O projeto de Doria tem Rodrigo Garcia, DEM, candidato ao governo paulista. É preciso saber a quais cargos os emedebistas vão concorrer. Nesse desenho, tem duas vagas para o Senado. Entretanto, o partido não deve ficar com as duas. Chamou a atenção a presença em 100% dos compromissos políticos a presença de Edinho Filho. Federal? A estadual Edinho apoia Itamar Borges.
AuAuAu MiauMiauMiau
A Saúde informa em nota que as castrações de animais estão suspensas por falta de insumos no Centro de Zoonoses. A mesma nota afirma que o contrato com a empresa que faz os procedimentos foi prorrogado para “permitir a execução de um número maior de procedimentos (castração)”. Afinal, o serviço vai voltar ou não? Observador diz que o contrato com a empresa foi prorrogado e os responsáveis pela compra de insumos no Centro de Zoonoses para repor o estoque perderam o prazo. Ele diz ainda que não procede a informação de que os medicamentos estão sendo carreados para o combate à pandemia. Os insumos são fornecidos pela empresa que faz as castrações, segundo contrato de 2019.
O padre, o Judas e um tucano no Conselho de Ética
Até parece título de cordel, mas a verdade é que o clima está esquentando. Depois de homenagear padre que chamou Doria de “comunista” e “vagabundo”, Bruno Moura (PSDB) vai sentir o peso de um Conselho de Ética. O mago dos músculos não treinou o cérebro e entrou na mira do cacique Marco Vinholi. O par de olhos azuis está com foco em infidelidade partidária de Moura, que tem colocado a cabeça na boca serpente.
Chicó não é João Grilo
No clássico de Ariano Suassuna, João Grilo morre e é julgado por Jesus e pelo Diabo. Ele só volta à vida quando Nossa Senhora interfere em seu favor. Aqui em terras da Boca do Sertão vai faltar santo para livrar Bruno Moura do purgatório. O vereador rebateu denúncia de nepotismo tentando sair pela tangente. Ao ser questionado sobre como o cunhado dele virou comissionado na Secretaria de Habilitação, Moura deu uma de Chicó: “não sei, só sei que foi assim”. A desviada deixa o golpe atingir em cheio o governo Edinho Araújo já que ficou parecendo que qualquer um que deixar currículo para secretário pode conseguir um cargo.
Virou meme
A internet pirou com a homenagem ao padre Oscar Donizete Clemente aprovada pelos vereadores na última sessão. Isso porque os três novatos que denunciaram João Paulo Rillo ao conselho de ética da casa concordaram com um padre dizendo “vagabundos” em uma missa. A hipocrisia escancarou que a diferença entre “canalhas” e “vagabundos” é só uma batina.
Não é BBB, mas estão disputando a liderança
Na ânsia de ser o escolhido como líder do governo na Câmara, Odélio Chaves, Progressistas, tem sido um pastor alemão em plenário e fora. Até já fez live com secretários para dar a oportunidade de explicação sem precisar de convocação. Apesar de estar no caminho certo, às vezes escorrega e deixa alguma coisa escapar. Na audiência pública de apresentação da LDO foi possível ouvir o parlamentar criticar o colega Anderson Branco, do PL, que impediu a população de questionar os secretários. “Audiência pública sem público?”, questionou Odélio.
“Tá na hora, tá na hora”
Sugere-se ao PSDB Rio Preto a formação de um grupo de estudo. Esse expediente permite o aprendizado com leituras e estudos em grupo. Assuntos áridos para uns podem ser traduzidos com simplicidade por outros. E vice-e-versa. Quem sabe assim, o vereador Bruno Moura, PSDB, pare de passar vergonha durante as sessões, e deixa de colocar os dirigentes municipais numa saia justa com a direção estadual. Nem com a administração local. Afinal, o PSDB tem uma secretaria e o cunhado dele, um cargo de confiança.
O dono da bola
João Paulo Rillo, Psol, vem comandando a festa, como diria o Chacrinha. Sozinho, dá o tom e acaba dirigindo os rumos e pautando os debates nas sessões da Câmara. Na última sessão, colocou a base numa “sinuca de bico” e a obrigou a adiar um projeto de anistia aos devedores do Semae, que estava em regime de urgência e é do interesse do prefeito. Não foi a primeira vez. Ele apanha sozinho a sessão inteira e, ao final, emerge como o vencedor dos embates.
Já imaginou 2?
Se Edinho Araújo, MDB, tivesse dois opositores como João Paulo teria muitos problemas até o final do mandato. Os vereadores que apoiam o prefeito precisam ler os projetos que vão ser votados. Por ora, parece que apenas Paulo Pauléra, PP, e Jean Charles Serbeto, MDB, fazem isso. Tem vereador que pergunta o que está sendo votado durante a sessão. A coordenação precisa colocar uma peia na base. Caso contrário, ela pula a cerca. Se nada mudar, João Paulo Rillo vai tourear e tanger a base do jeito que quiser.
Ops…
João Paulo Rillo escorregou no vocabulário ao pedir atenção dos colegas de plenário no projeto de lei complementar que prevê anistia para quem deve para o Semae. Ao falar sobre o texto e insistir que os parlamentares deveriam adiar a votação, Rillo chamou os vereadores de deputados. Membros da Alesp costumam ter mais culhões.
Come quieto
Mesmo com todo o seu prestígio junto ao governo Edinho, Paulo Pauléra, PP, precisou subir e descer muitas vezes no prédio da Prefeitura para conseguir aumentar o limite do valor do empréstimo consignado de 30% para 35% aos funcionários públicos municipais. Agora, insiste em congelar o prazo de validade do concurso para professores, realizado em 2018, para dezembro de 2022. O prazo inicial termina no meio deste ano. Os aprovados estão apavorados com a possibilidade de o concurso perder a validade.
Sem noção
Na sessão, um vereador disse que eles já estavam reunidos há 4 horas, não resolviam nada e só perdiam tempo com “falação”. O vereador ainda não entendeu o espírito da coisa. É até vergonhoso ter que dizer que Parlamento vem do italiano “parlar” e quer dizer “falar”. A Câmara de Vitória, com 365 mil habitantes, tem sessões às segundas, terças e quartas. Aracajú, com pouco mais de 600 mil habitantes, faz às terças, quartas e quintas. Tem vereador que não descobriu que é pago para falar. Coitada de Rio Preto.
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