Política
Marcelo Renato reassume cadeira na Câmara após sessão que rejeitou mudanças na PGV
Suplente do Novo voltou ao Legislativo depois de estratégia do Executivo que levou secretário a assumir temporariamente o mandato para votação da PGV
O vereador Marcelo Renato (Novo) participou nesta terça-feira (10) da primeira sessão após reassumir a cadeira na Câmara de Rio Preto. Suplente da legenda, ele retornou ao Legislativo depois que o secretário municipal de Governo, Anderson Branco, deixou temporariamente o cargo para participar da votação que rejeitou o projeto que revogaria a nova Planta Genérica de Valores (PGV), base de cálculo do IPTU.
A nova posse de Marcelo Renato ocorreu na quarta-feira (4). O termo foi assinado no gabinete do presidente da Câmara, Luciano Julião (PL).
A movimentação política começou na terça-feira (3), quando Anderson Branco pediu exoneração do cargo de secretário de Governo para assumir novamente a cadeira de vereador e participar da sessão que analisou a proposta de revogação da PGV. No mesmo dia, a Prefeitura nomeou interinamente para a secretaria o assessor da pasta, Rodrigo Gomes Casanova Garzon.
No dia seguinte, uma nova portaria revogou a nomeação do assessor e reconduziu Branco ao comando da Secretaria de Governo. As portarias foram assinadas pelo secretário municipal de Administração, Frederico Duarte.
Articulação para votação da PGV
A saída temporária de Branco do Executivo foi parte de uma estratégia do governo do prefeito Fábio Candido (PL) para influenciar o resultado da votação.
Isso porque o suplente Marcelo Renato, que ocupava a vaga do parlamentar na Câmara desde que ele assumiu a secretaria, já havia se posicionado contra a nova Planta Genérica de Valores. No ano passado, Marcelo Renato votou contra o projeto que instituiu a atualização da PGV e, neste ano, emitiu parecer favorável à proposta que pretendia revogar a medida na Comissão de Finanças.
Com o retorno de Branco ao Legislativo no dia da sessão, o governo neutralizou o voto do suplente e ampliou a base contrária à revogação.
Resultado apertado
O projeto que pretendia revogar a PGV foi rejeitado por margem mínima: 11 vereadores votaram a favor da revogação e 9 foram contrários, além de duas abstenções. Para que a proposta fosse aprovada, seriam necessários pelo menos 12 votos.
Votaram contra a revogação Anderson Branco, Bruno Marinho (PRD), Bruno Moura (Podemos), Dr. Tedeschi (PL), Professor Tadeu (União Brasil), Cabo Júlio Donizete (PSD), Márcia Caldas (PL), Robson Ricci (PSD) e Rossini Diniz (MDB).
Já os votos favoráveis foram de Abner Tofanelli (PSB), Alexandre Montenegro (PL), Alex de Carvalho (PSB), Celso Peixão (MDB), Felipe Alcalá (PL), Jean Dornelas (MDB), João Paulo Rillo (PT), Odélio Chaves (Podemos), Paulo Pauléra (Progressistas), Pedro Roberto (Republicanos) e Renato Pupo (Avante).
As abstenções foram registradas por Francisco Júnior (União Brasil) e Jonathan Santos (Republicanos).
Trajetória na Câmara
Marcelo Renato assumiu pela primeira vez a cadeira de vereador em 2025, após Anderson Branco deixar o Legislativo para integrar o governo municipal como secretário de Governo. Na ocasião, ele afirmou que priorizaria temas como segurança pública, saúde e educação em seu mandato.
Branco foi eleito vereador nas eleições municipais de 2024 com 2.738 votos e estava em seu terceiro mandato na Câmara antes de assumir o cargo no Executivo.
Com o retorno definitivo do secretário ao governo municipal após a votação da PGV, o suplente voltou a ocupar a cadeira no Legislativo e participou da sessão desta terça-feira, retomando as atividades parlamentares.
-
Política2 diasVereador propõe fechamento de supermercados e atacarejos após 13h aos domingos
-
Cidades1 diaNoivo sofre acidente a caminho do casamento em Rio Preto
-
Cidades1 diaAdolescente é atropelado e internado em estado grave no HB
-
Cidades1 diaJovem é baleado após atender chamado no portão em Rio Preto
