Política
Confira os bastidores da política desta sexta-feira, dia 23 de abril
O jornalista Rubens Celso Cri traz na coluna Giro Político as principais notícias da política
Inquisição
A Comissão de Inquérito, do Conselho de Ética e Decoro da Câmara, se reuniu na manhã de ontem para iniciar as investigações que vão dizer se João Paulo Rillo, Psol, cometeu um crime ao chamar os vereadores de “canalhas” na sessão de 30 de março. Eles votavam a criação do Conselho de Diversidade Sexual. O projeto foi rejeitado. Bruno Moura, PSDB, Odélio Chaves, PP, e o Cabo Júlio, PSD, fizeram a denúncia.
Contra-ataque
Circulam informações à boca miúda que parte dos vereadores busca cassar o mandato de João Paulo. Pessoas próximas a ele, no entanto, têm afirmado que ele juntou um arsenal contra pelo menos dois vereadores que o denunciaram e, caso o Conselho exagere, ele provocará um tsunami que arrastará gente com mandato, e outros sem, até o meio do oceano. O ventilador vai espalharia porcaria pelos quatro cantos da cidade. A conferir.
Pauléra, os servidores e o concurso
O vereador Paulo Pauléra, PP, negocia com o Executivo duas propostas. Aumentar de 30% para 35% o valor do empréstimo consignado para os funcionários públicos municipais e o congelamento do prazo final previsto para a contratação dos professores aprovados no concurso realizado em 2018. Ele caduca em junho deste ano. Congelamento, porque a legislação federal impede prorrogação.
Acredita
As conversas com o Procurador do Município, Luiz Roberto Tiesi, sobre os dois assuntos, estão adiantadas, segundo o vereador. A ação é motivada por pedido dos servidores e dos professores. Caso o congelamento seja aprovado pelo Executivo, o concurso vai caducar apenas em agosto de 2022.
O decano e a vacina
Falando em Pauléra, ele está igual pinto n’água. Decano da Câmara, toma a primeira dose da vacina contra a Covid-19, aos 64 anos, hoje. Será o segundo vereador a se vacinar. O primeiro foi Renato Pupo, que foi imunizado por ser da área de segurança pública. Pupo é delegado da Polícia Civil.
Sem banda
O ex-ministro da Agricultura, Antônio Cabrera, e o empresário Eloy Gonçalves (o Aroeira) mostraram força política ao trazer a Rio Preto a primeira-dama Michele Bolsonaro para a entrega de 2.500 cestas básicas. Outros empresários do ramo fizeram doações. Cabrera foi ministro do ex-presidente Collor, que mereceu ser cassado, entretanto, a história não se apaga. Collor foi responsável pela abertura da economia e transformou o país no protagonista mundial no combate à destruição do meio ambiente, ao realizar a Rio-92. Cabrera, ao contrário do que se diz do Agronegócio, apoiou e defendeu as políticas de combate ao desmatamento e ao fogo na Amazônia. Hoje Collor apoia Jair Bolsonaro. Não se sabe o motivo, mas Cabrera deixou a vida pública. Eloy, depois do prejuízo de milhões com o incêndio da Agromonte, não abandona o jogo.
Manobrou?
Um grupo de vereadores afirma que o presidente da Câmara, Pedro Roberto, Patriotas, realizou uma “manobra” na sessão passada. Pedro não teria agido dentro das regras do Regimento e permitiu que um pedido de vista (adiamento) solicitado por João Paulo Rillo, Psol, fosse aprovado, sem levar em conta quem queria votar contra. Pedro argumenta que havia encerrado a votação antes de qualquer pedido de votação nominal (quando o vereador declara o voto em voz alta).
Ouvidos moucos
A vista, adiou a votação do projeto do Executivo. Porém, mesmo quem crava que ele descumpriu a regra, admite que Pedro está certo quanto à falta do pedido de votação nominal. Afirmam que após votação encerrada, o Regimento manda o presidente computar os votos de quem se declarou contra. Pedro colocou um ponto final.
No pé do ouvido
Uma funcionária da Diretoria Legislativa teria alertado o presidente que ele estava cometendo uma ilegalidade ao não registrar os votos dados após declarar a votação encerrada. Segundo ela, cabe retificação do voto, ou a sua declaração, mesmo após a votação concluída. Esse tipo de retificação tem precedente. Foi usada pelo ex-vereador Maurin Ribeiro, num passado próximo. A funcionária é especialista no Regimento e permanece ao lado do presidente para auxiliá-lo quando há dúvida na legalidade dos seus atos. A Câmara já teve sessão anulada pela Justiça por erro regimental.
Estava na cena
Quem teria ouvido que houve ilegalidade, segundo um vereador que prefere não ser identificado, teria sido a vereadora Karina Caroline, Republicano. Secretariava a sessão. Se houve manobra, não teria sido a primeira. Em um outro pedido de vista de João Paulo, numa das primeiras sessões do ano, ele aproveitou a proximidade das 20h e declarou a sessão encerrada devido ao lockdown, impedindo uma votação. No dia, ninguém disse nada porque faltavam 3 minutos para o início do lockdown.
“Palhaçada”
Tem vereador metido a cabra macho achando que Plenário é ringue. Depois de, indiretamente, chamar um parlamentar para sair no braço, agora o perigoso acusou o presidente da Câmara, Pedro Roberto, de fazer “palhaçada”. Na ocasião, Pedro seguia o regimento e não fez votação nominal porque ninguém pediu. Acusado de atropelar uma votação considerada importante para a base, Pedro ganhou a fama de conduzir o picadeiro. O áudio vazou no momento em que Pedro encerrou a votação, aceitou o pedido de vista, e foi contestado.
Papai, mamãe e o lulu
Os vereadores que participam das sessões virtuais precisam prestar mais atenção aos seus microfones. Abertos, vazam todo tipo de som. Bronca de esposas, gritos de crianças, latidos e observações que não fariam publicamente. Como taxar um ato do presidente de “palhaçada”.
Sustentabilidade zero
Se por um lado está saindo o desfavelamento da ocupação da Vila Itália, por outro lado, pobre não tem vez mesmo. Uma das exigências do novo Plano Diretor da cidade, aprovado no fim do ano passado, é que casas só podem ser construídas de tijolo e cimento, sob risco de ficarem sem alvará de construção e sem habite-se. Além de nada sustentáveis, as obras ficam mais caras e menos acessíveis para quem já tem pouco.
Passou batido
No caso, o esdruxulo é que edifícios com mais de um pavimento podem usar desde garrafa pet até contêiner.
Calafrio
Amanhã, sábado, a nova fase do Plano São Paulo autoriza o retorno ao trabalho com todas as restrições a bares, academias, salões de beleza e barbearias. Mesmo assim, é bom ficar de olho na coletiva diária, às 12h45, no Palácio dos Bandeirantes. O governador João Doria, PSDB, sempre tem uma carta na manga. Ninguém acredita em surpresas, mas João Doria é um político.
Acadêmico
O jornalista Arnaldo Vieira, ex-diretor do Procon Rio Preto, deixa o posto de assessor parlamentar no gabinete do presidente da Câmara, Pedro Roberto, e a coordenação dos cursos de Comunicação da Unirp. Ganhou uma bolsa de mestrado na Unesp. Vai se dedicar à carreira acadêmica. Para ficar com a bolsa, não pode ter vínculo empregatício. Entra o jornalista Tiago Passos, ex-assessor da vereadora Claudia De Giulli, MDB. Tiago foi demitido em janeiro da Diretoria do Bem Estar Animal.
O presente
O prefeito Edinho Araújo, MDB, ao completar os primeiros cem dias de seu quarto mandato ganhou um super prêmio. Rio Preto ficou em 3º lugar no ranking das cidades brasileiras com melhor qualidade de vida. O Brasil tem perto de 6 mil municípios. Em primeiro, ficou Maringá. Se existe primeiro mundo no Brasil, ele é aqui.
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