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Confira os bastidores da política desta sexta-feira, dia 27 de novembro

O jornalista Rubens Celso Cri traz na coluna Giro Político as principais notícias da política regional

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E agora?

Não se fala em outras coisas: eleição para a presidência da Câmara e quais serão os novos homens do primeiro escalão. O prefeito Edinho Araújo disse que não vai mudar o secretariado. Também não comenta publicamente o processo da eleição para presidência da Câmara. A Secretaria de Habitação está com interino, a Empresa Municipal de Construção Popular, Emcop, também. São dois cargos de 1º escalão. E, não se enganem: o 8º andar não está satisfeito com 100% do time que joga atualmente.

Pedro, o Grande?

Na Câmara a situação não está clara. A movimentação já é grande. Pedro Roberto, Patriotas, se articula. Quer ser o próximo presidente da Câmara. Mas, ainda não recebeu o sinal verde do apoio do prefeito. Sem um sinal, a base de apoio do prefeito não se posiciona. Perguntado, o prefeito não comenta sobre a Câmara. Na verdade, ele sequer fala sobre a Câmara. Publicamente, é claro. Pedro Roberto foi procurado. Não deu retorno. A posição do prefeito foi dada pelo gabinete.

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E o fiel escudeiro?

Para desfazer esse nó vai ser complicado. Primeiro, tem o Paulo Pauléra, PP, que pode concorrer e que o prefeito dificilmente vai deixar na chuva. Foi o fiel escudeiro dos interesses da Prefeitura e do prefeito nos últimos anos. Se perguntar, ele vai dizer que deseja uma secretaria, mas ficará feliz em permanecer na presidência da Câmara. O PP só fez uma cadeira e tem a oferecer a liderança do Pauléra. Ele agrega a atual base do prefeito.

Oposição e independentes

De saída, Pedro Roberto tem os votos dele, de Renato Pupo, PSDB, e de João Paulo Rillo, Psol. Tem o Republicanos, que perdeu a eleição para o MDB, mas elegeu dois vereadores. Tem o “independente” Jorge Menezes, PSD, partido da base, mas que não mantém uma boa relação com o prefeito. Tem o Bruno Marinho, recém-eleito e do mesmo partido de Pedro Roberto, o Patriotas. Bruno, no entanto, pode seguir a orientação partidária e votar em um nome indicado pelo prefeito. Pode ser outra, a despeito de Pedro Roberto ser do partido.

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Só divergências

Circulam fortes indícios de que o presidente do Patriotas, secretário de Serviços Gerais, Ulisses Ramalho, e o vereador Pedro Roberto andam se estranhando. Seria a disputa pela presidência? Na verdade, segundo Ulisses Ramalho, presidente do diretório do Patriotas, não há nenhum problema ou clima ruim entre o Pedro e o partido ou entre ele e o Pedro. Nega e diz que isso é conversa de corredor. “O que há”, segundo Ulisses, “são disputas internas com posições diferentes”. Segundo disse, divergências são normais e civilizadas. 

Líder na terça

Ulisses disse que na próxima terça-feira haverá uma reunião entre ele, Pedro Roberto e Bruno Marinho para definir quem será o líder do partido na Câmara. Na terça, portanto, o Patriotas conhecerá seu próximo líder. Ele será indicado pelo partido independentemente dos desejos pessoais. Contra Pedro pesa o fato dele não ser um vereador “fiel” como gostaria a administração. Votou contra o prefeito, alinhado com a oposição, várias vezes. Por isso, as chances de Bruno Marinho ser o novo líder são grandes.

Depende só dele

Ulisses diz que se o vereador Pedro Roberto se viabilizar (conseguir os votos) para ser o novo presidente da Câmara o partido vai dar a maior força e apoiar. “Mas ele tem que ter os votos da base, ganhar a base”, diz Ulisses. Aí o barco começa a afundar. Por fora, na miúda, corre Fábio Marcondes. No último ano foi um líder informal do prefeito. 

Náufrago

Mesmo que o prefeito quisesse, ele não tem como salvar Jean Dornellas, MDB. Um dos vereadores mais bem votados da atual legislatura, não se reelegeu. Pior: ficou na segunda suplência. Mesmo que o prefeito convide um dos três vereadores do MDB para ser secretário, o primeiro suplente é o professor nota 10, Diego Mafhouz. 

Coincidência

Durante sessão ordinária na quinta-feira, dia 26, o vereador Renato Pupo disse que depois da eleição as suas reivindicações começaram a ser atendidas. Tapa buracos, lombadas, consertos em geral. Ele disse que espera que seja apenas uma coincidência.

Século 21

A Câmara aprovou em primeira discussão os Códigos de Obras e de Posturas. Vem aí a revisão do Plano Diretor. Esses sim, pontos que consumiram dois anos de intensos estudos transversais, liderados pela secretaria de Planejamento, e que podem realmente tirar Rio Preto da Província e elevá-la numa cidade cosmopolita. Mudar de patamar civilizatório. Um dos instrumentos é o Parque Tecnológico. Fica com Orlando Bolçone, o vice.

“Branquinho paz e amor”

Embora não tenha usado essa expressão, Anderson Branco, PL, promete ser “o branquinho paz e amor” nos próximos quatro anos. Ele disse que não vai se comportar da mesma forma como fez nos últimos quatro anos. A partir de agora vai votar a favor dos projetos bons para Rio Preto mesmo que não tenha relação com o autor. Na sessão retrasada ele votou a favor de um projeto de Renato Pupo, com quem brigou anos a fio.

À direita

Branco se notabilizou por ser o mais bolsonarista dos bolsonaristas da Câmara Municipal. Criou inúmeras polêmicas. Chegou a brigar de uma única vez com seis vereadores e quase acabou no Conselho de Ética. Podia ser cassado. Enquanto isso, alguns vereadores juravam que era o último mandato de Branco. O povo não o aguentava mais. Marco Rillo chegou a dizer que esperava o dia 1º de janeiro do ano que vem para não o ver mais lá. Branco foi um dos dois vereadores, entre os 15 que concorreram à reeleição, que aumentaram a votação.

Pra onde vamos?

Coronel Helena, Republicanos, quase chega ao 2º turno. Anderson Branco aumenta a votação; ao contrário dos outros. Algum fenômeno social está acontecendo no Brasil e os políticos que têm ou começam a ter cabelos brancos ainda não se deram conta disso. É bom procurar saber. No Brasil tem eleição a cada dois anos.    

Para levar em conta

Um dado importante: o prefeito foi apoiado por 11 partidos além do dele. Todos querem alguma coisa. Ninguém foi apoiar o prefeito por amor à primeira vista. Mesmo diante de tantos nós a serem desfeitos, não haverá turbulências. O prefeito Edinho Araújo navega há 44 anos entre fantasmas, sapos barbudos e os bichos mais feios e perigosos da fauna política brasileira. Sobreviveu sorrindo. Ele vai matar no peito e por no chão sem que ninguém dê um pio.

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