Cidades
Operação do Ministério da Agricultura e Polícia Civil lacra laboratório clandestino em Rio Preto
A ação aconteceu nesta sexta-feira, dia 28, no bairro Solo Sagrado. O local funcionava nos fundos de uma casa na avenida São José do Rio Preto
Uma operação conjunta entre o Ministério da Agricultura, Secretaria Estadual da Agricultura e Polícia Civil lacraram um laboratório de produção clandestino de insumos agropecuários no início da tarde desta sexta-feira, dia 28, no bairro Solo Sagrado em Rio Preto. A produção era feita de forma precária nos fundos de uma casa.
O chefe da unidade do Ministério da Agricultura em Rio Preto, Luciano Siqueira, explica como teve início o trabalho de apuração.
“Recebemos processos eletrônicos procedentes de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul. No caso da denúncia de Minas, o produto era rotulado como orgânico, porém a base era um agroquímico de alta toxicidade, para garantir o efeito e ludibriar o agricultor. Este era um produto voltado para plantas. Já a denúncia do Rio Grande do Sul, o produto era voltado para animais. Era anunciado como um ivermectina, uma espécie de vermífugo, mas sua base era com produtos de alta toxicidade” explica.
Siqueira ainda fala sobre os riscos do consumo destes falsos produtos. “Tanto a carne ou o leite dos animais que ingeriram estes produtos torna-se um risco ao consumidor. O agricultor também é lesado, pois está dando um produto tóxico para sua criação. Por isso reforçamos que os produtores rurais tenham cuidado quando compram estas medicações. Saiba a procedência e desconfie sempre de produtos abaixo do preço de mercado. Quanto no caso das plantas, a dona de casa compra como orgânico, mas está levando veneno para dentro da casa” afirma.
Galões com matéria prima para agrotóxicos controlados pelo governo, vermífugos entre outros produtos foram encontrados e apreendidos.
No momento da fiscalização apenas um casal estava no imóvel. O delegado da Delegacia de Investigações Gerais, Wander Solgon, explica o que acontecerá com eles e quais são os próximos passos da investigação.
“O casal será encaminhado para DIG para ser analisado o enquadramento penal que eles serão indiciados. A princípio um laboratório clandestino infringe a lei de agrotóxicos, porém, dependendo das demais provas pode ser qualificado como crime hediondo de produção de produtos farmacêuticos sem autorização. Vamos prosseguir também com as investigações para tentar identificar outros integrantes da organização” afirma o delegado.
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