Cidades
Paralisação e manifestações fecham BR-153 e ruas no centro de Rio Preto
Manifestantes que aderiram greve geral contra as reformas trabalhista e da Previdência, fecharam um trecho da rodovia próximo ao trevo de Talhado. A avenida Alberto Andaló e ruas na área central tiveram o trânsito interrompido na manhã desta sexta-feira (dia 28). Não houve registros de confrontos entre protestantes e policiais
Manifestantes que aderiram greve geral contra as reformas trabalhista e da Previdência, fecharam um trecho da BR-153, além de ruas e avenidas de Rio Preto na manhã desta sexta-feira (dia 28). Não houve registros de confrontos entre protestantes e policiais. Ao término da passeata o grupo se reuniu ao lado do terminal rodoviário. Nossas manifestações poderão acontecer no decorrer do dia até o final da tarde.
Logo no início da manhã manifestantes ligado ao Movimento dos Sem Terras (MST) fecharam a rodovia BR-153, na altura do quilômetro 55 próximo ao trevo de Talhado. O bloqueio aconteceu pouco antes das 7h30 e durou aproximadamente quase duas horas.
Um grande congestionamento se formou. Inspetores da Polícia Rodoviária Federal (PRF) acompanharam o protesto. Não houve registro de incidentes. Lideranças sindicais que também estiveram no local afirmaram que cerca de 400 manifestantes participaram do bloqueio da rodovia, a PRF não divulgou números.
O presidente do MSU Movimento Sindical Unificado (MSU) de Rio Preto explicou por que os protestos aconteceram na BR-153. “A manifestação feita aqui (se referindo a rodovia) para que isso chegue a Brasília e que nossos deputados, senadores e o presidente da República tome conhecimento que a população não está contente com essas medidas que estão sendo adotadas. Eles querem tirar o direito dos trabalhadores retirando da previdência social toda a garantia de uma aposentadoria. Eles falam em terceirização, isso acabar com todas as condições de trabalho, que foram conquistas arduamente por pessoas que dedicaram e deram suas vidas para que pudéssemos ter dignidade no trabalho. Eles estão jogando todos nossos direitos pelo ralo”.
Perto das 9h30 o trânsito na rodovia foi liberado e parte dos manifestantes se reuniu novamente em frente à Câmara dos Vereadores, no centro de Rio Preto. Policiais Militares e agentes da Guarda Civil Municipal (GCM) desviaram o trânsito da rua Silva Jardim.
O vereador Marco Rillo (PT) acompanhou o ato e os discursos dos manifestantes diz apoiar as manifestações.
“É um movimento legítimo, sem dúvida. Nossas vozes não foram ouvidas nas discussões das políticas públicas do país no Congresso Nacional. Então a nossa forma de representarmos é desta maneira, nos mobilizando e mostrando nossa insatisfação. Eu vejo com orgulho que a classe operaria e as pessoas que estão se sentindo prejudicadas estão aqui falando, marchando contra esse Congresso que não nos representa junto com este presidente que também não nos representa” afirma o vereador.
Na área central de Rio Preto, o número estimado de manifestantes eram em torno de 400 pessoas, segundo organizadores. Questionado sobre o número de protestantes, Rillo afirmou que era um número esperado.
“Rio Preto é uma cidade muito conservadora. Aqui os patrões são autoritários e não é fácil se locomover, e quando as pessoas vão para cima deles, eles são vorazes. Pode ver que todos os sindicatos patronais estão todos publicando para não greve, pois poderiam dar prejuízos a eles. Este ato não vai dar prejuízo algum, isto aqui é uma mobilização, mas estou satisfeito é numero está dentro do esperado” explica o vereador.
Maria Marta Lima do Santos, que participava do ato conta por que é contra as mudanças. “Estamos lutando por manter nossos direitos, não estamos exigindo nada, só manter o que temos direito. Sou totalmente contra esta reforma, pois isso vai acabar com o trabalhador. Nesta mudança fala que é uma negociação entre empregado e empregador. E nós sabemos que neste tipo de negociação o empregador que impõe e o empregado, que muda vezes está sem serviço e em alguns casos até passando fome, ele aceita tudo o que vem. Vai acabar com o direito dos empregados e não vai ter onde mais correr” conta.
O trânsito da avenida Alberto Andaló foi fechado nos dois sentidos. Manifestantes ligados ao Movimento dos Sem Terras (MST) e Central Única dos Trabalhos (CUT) causaram um pequeno tumulto quando cercaram um idoso que segurava uma faixa pró Sérgio Moro. Policiais militares impediram que houvesse troca de agressões entre as duas partes e o tumulto foi rapidamente extinto. Os protestos seguiram pelas ruas centrais e terminou em frente à Rodoviária.
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