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Morte por leishmaniose deixa região de Rio Preto em alerta

Secretaria de Saúde de Votuporanga confirma primeira morte por leishmaniose visceral no ano. Em Rio Preto foram confirmados cinco casos da doença em cachorros

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A morte de homem de 40 anos por leishmaniose visceral, confirmada pela Secretaria de Saúde de Votuporanga, deixou a região de Rio Preto em estado de alerta para a doença. A vítima, segundo a assessoria, além de ter contraído a doença tinha outros problemas de saúde, o que agravou o quadro clínico e provocou a morte. Em Rio Preto, neste ano, já foram confirmados cinco casos da doença em cachorros nos bairros Parque Industrial, Jardim Herculano e Condomínio Ana Clara, que fica no distrito de Engenheiro Schmitt. A Superintendência de Controle de Endemias (Sucen) durante fiscalização encontrou três vetores (mosquito palha) nos bairros Estância Jockey Clube e Jardim Estrela. Não há em Rio Preto, até o momento, registro da doença em humanos.

O mosquito palha é conhecido por apresentar características peculiares com cor castanha ou amarela e o corpo coberto por pelos. As larvas do inseto se criam na terra, em materiais em decomposição e locais sombrios com vegetação. Por isso, a importância da limpeza constante quintais e terreno. A veterinária Luciana Helaine Garcia aponta para os principais sintomas apresentados pelos cães. “Os pets podem apresentar perda de apetite, emagrecimento crônico, prostração, crescimento acentuado das unhas, lesões e alterações de pele, com perda de pelos, conjuntivite, queda de pelo ao redor dos olhos, pelagem opaca, inchaço nos gânglios, seborreia, caracterizada por feridas que não cicatrizam nunca. Vale a pena lembrar que ao notar os primeiros sinais da doença no animal, uma visita ao profissional deve ser a primeira providência a ser tomada”, afirma a veterinária.

A veterinária ainda outro alerta sobre a doença nos animais. “A leishmaniose nem sempre apresenta sintomas em cerca de 20% dos pets infectados. No entanto, nos casos em que o problema se desenvolve, tanto os sintomas como as suas consequências podem ser bastante graves, e outras doenças imunes podem ser desencadeadas em função da complicação, podendo levar tanto cães como humanos à morte” afirma Luciana.

Apesar da gravidade, a leishmaniose visceral tem tratamento para humanos. Os principais sintomas e sinais clínicos da doença são febre irregular de longa duração (por mais de 15 dias), falta de apetite, emagrecimento, fraqueza e inchaço abdominal (causado pelo aumento do fígado e do baço, com o passar do tempo). Porém, no caso do tratamento em cães infectados, não há eficácia cientificamente comprovada no Brasil. “Mesmo que os sinais clínicos desapareçam, os animais continuam transmitindo a doença, representando um risco à saúde de humanos e de cães sadios residentes nas proximidades. Dessa forma, o tratamento de cães foi proibido pela Portaria Interministerial nº 146/2008 e a realização da eutanásia é a única alternativa disponível para que esses animais deixem de representar um risco à saúde pública”, consta na nota da Secretaria de Saúde de Votuporanga.

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Precauções

A transmissão da doença em humanos acontece quando a fêmea do mosquito pica o cão infectado e, posteriormente, o ser humano. Para evitar à procriação do mosquito a recomendação da Secretaria de Saúde é manter a casa e quintal sempre limpos. Recolher constantemente folhas de árvores, embalar o lixo corretamente, fezes de animais e restos de madeira, pois esses materiais acumulam umidade e favorecem a criação do mosquito palha. “Os donos devem tomar o cuidado de adquirir uma coleira repelente, que liberta no animal uma substância de proteção conta os mosquitos e deve ser trocada a cada quatro meses para que sua eficácia seja mantida. A vacinação do seu cão, é uma das formas de prevenção, podendo ser realizada a partir dos quatro meses de idade. E claro, que toda vacinação não é 100% eficaz, então sempre indico fazer também a prevenção com repelentes ou coleiras”, ressalta a veterinária.

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