Cidades
Vem aí o Corujão Caipira da saúde em Rio Preto
Inspirado no Corujão da Saúde, do prefeito de São Paulo, João Dória, Prefeitura de Rio Preto cria mutirão para tentar zerar fila da rede pública
A Secretaria de Saúde de Rio Preto anunciou na quinta-feira, dia 16 – três meses e meio após o prefeito Edinho Araújo (PMDB) tomar posse para comandar o município – um programa para tentar cumprir a principal promessa de campanha: a criação do “Poupatempo da Saúde”. Semelhante ao Corujão da Saúde, implantado em São Paulo pelo prefeito João Dória (PSDB), o Mutirão da Saúde de Rio Preto – apelidado no mesmo dia de Corujão Caipira – estenderá os horários de atendimento nas unidades da rede municipal na tentativa de diminuir o déficit de consultas e exames com especialistas, estimado pela Prefeitura em 49 mil atendimentos.
A própria secretaria confirma que, em algumas especialidades, a espera de pacientes por atendimento chega a um ano. O objetivo agora é avançar o horário de atendimento para o período noturno e para os fins de semana, oferecendo aos servidores da Saúde a opção de receber horas-extras. “Vamos primeiros oferecer essa opção [aumento de jornada] aos servidores da Saúde, depois, caso necessário, estenderemos às entidades conveniadas e, por último, buscaremos hospitais privados”, adiantou o secretário municipal da Saúde, Eleuses Paiva.
Ele explica que entidades privadas e particulares poderão oferecer, mediante parceria, tanto os profissionais para atender à demanda, quanto a estrutura (prédios e equipamentos) para a realização de exames. Os pacientes que aguardam o agendamento de consultas ou exames serão contatados por telefone para terem o atendimento marcado. O mutirão começa no dia 3 de abril e se estenderá por período entre três e cinco meses. Aqueles que tiverem agendamentos marcados para o segundo semestre poderão ter data e horário adiantados, sendo previamente avisados.
O objetivo, segundo Eleuses, é zerar a fila de espera por exames e consultas na rede municipal. “Nós sabemos que é um trabalho continuo. Ao mesmo tempo que o mutirão diminui a fila, ele vai gerar uma demanda ainda maior por exames. Precisamos acelerar a resolução dos casos, mas mantendo o atendimento de rotina, para que a fila não volte a aumentar”, disse. De acordo com tabela produzida pela própria secretaria, as especialidades com maior demanda reprimida de atendimento são ortopedia (10,7 mil), cirurgia vascular (2,9 mil) e otorrinolaringologia (2,3 mil). No caso dos exames, as maiores filas são para ultrassonografia (10 mil), dopller (4,6 mil) e endoscopia (2,8 mil). Segundo o secretário, os dois principais critérios para o andamento de consultas e exames serão a gravidade do caso e aqueles com maior acúmulo de pacientes na fila.
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