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Requerimento que pede demissão do diretor do Procon deve agitar a sessão desta terça

Requerimento foi apresentado pelo vereador Marco Rillo (PT) após denúncia de assédio sexual contra candidata a estágio

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Requerimento apresentado pelo vereador Marco Rillo (PT), e que será votado durante a sessão desta terça-feira, 7, pede a demissão do diretor do Procon, Ésio Pereira dos Santos Filho. A motivação para o pedido, segundo o autor, é o escândalo envolvendo o assessor Weliton Rodrigo de Jesus Regiani, chefe de divisão do órgão de defesa do consumidor, acusado de assédio sexual por candidata a estágio. A jovem denunciou o assessor e registrou um boletim de ocorrência na polícia civil afirmando que Regiani tentou forçá-la a fazer sexo oral nele dentro de uma sala no Procon.

O suposto crime teria ocorrido após ela, o acusado e o diretor do Procon terem saído juntos para beber em um bar próximo à sede do Procon. Informado sobre o caso pelo secretário de Administração, Luís Roberto Thiesi, o prefeito de Rio Preto, Edinho Araújo (PMDB), disse considerar a acusação gravíssima e determinou a demissão do assessor  – medida já publicada no Diário Oficial – assim como a execução de advertência verbal ao diretor do Procon.

Para Rillo, a advertência verbal é pena “muito branda” e a demissão de Ésio seria mais adequada à gravidade do caso, o que deve botar fogo em uma Câmara já dividida entre governistas e aliados do ex-prefeito Valdomiro Lopes (PSB), que têm feito oposição a Edinho. Rillo e Jorge Menezes (PTB) são os únicos parlamentares a não assumir lado nessa queda de braço no Legislativo.

“O desvio de conduta do diretor do Procon e do coordenador é inaceitável em todas os sentidos, em especial nas relações de trabalho, onde as funções exercidas têm caráter de representação pública e a probidade administrativa deve ser o norte, translúcida no exercício do cargo”, consta em trecho do requerimento apresentado por Rillo.

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Os parlamentares entendem que o comando do Procon é referente à cota política do PRB, em pagamento ao apoio oferecido ao prefeito durante a campanha de outubro. O partido conta com dois vereadores na Câmara, Karina Caroline e Jean Dornelas, advogado que ganhou notabilidade ao falar sobre defesa do consumidor em programa diário de TV. 

Para ser aprovado, o projeto precisa de maioria simples (nove votos favoráveis). Se assim ocorrer, o documento será subscrito pelo presidente da Casa e encaminhado ao prefeito como uma recomendação do Legislativo que pode ou não ser acatada.

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