Política
Em Rio Preto, valor da passagem de ônibus sobe para R$ 3
Prefeitura diminui subsídio pago às empresas do transporte coletivo urbano e valor da tarifa comum vai ficar 15,3% maior para usuários que pagam em dinheiro
Vai ficar mais caro viajar nos ônibus do transporte coletivo de Rio Preto a partir do próximo domingo, dia 5. Isso porque o prefeito Edinho Araújo (PMDB) autorizou nesta quinta-feira, dia 2, reajuste de 15,3% no valor pago pelos usuários comuns. Com isso, o valor da tarifa padrão salta de R$ 2,60 para R$ 3, no caso das passagens pagas em dinheiro dentro dos veículos.
Os usuários que fizerem uso do cartão magnético, no qual são carregados créditos para viajar, vão pagar um pouquinho menos. Nesse caso, o valor cobrado pela tarifa será de R$ 2,90, um aumento de 11,5% em relação ao preço cobrado atualmente (R$ 2,60). O valor pago pelos estudantes será mantido em R$ 1,30. “O objetivo, ao oferecer desconto para quem compra a passagem antecipadamente, é diminuir a quantidade de dinheiro dentro dos ônibus e dar mais segurança aos passageiros e ao motorista, desestimulando o pagamento em dinheiro nos veículos”, justificou o prefeito.
O que diminuiu foi o subsídio, parcela da tarifa custeada pela Prefeitura para reduzir o preço final da passagem. O Município paga, desde o ano passado, R$ 0,57 por passageiro, independentemente da categoria. A partir de domingo, a Prefeitura vai custear R$ 0,43 da tarifa padrão e vale-transporte, R$ 0,53 para quem usa o cartão e R$ 2,13 para estudantes .
Contrapartidas
Edinho anunciou que as empresas Itamarati e Circular Santa Luzia – que formam a Riopretrans – se comprometeram a realizar melhorias para beneficiar os usuários. Segundo ele, será criado um sistema de vaporização (climatização por meio de vapor) no Terminal Urbano, serão reformados cerca de 300 pontos de ônibus, assim como os miniterminais nas diferentes regiões da cidade, até o fim de maio. As empresas prometeram ainda iniciar estudos de impacto para a instalação de ar-condicionado e sinal de wi-fi gratuito dentro dos veículos. Não houve, no entanto, nenhum compromisso de prazo para entrega dessas melhorias, nem anúncio de qual a percentagem dos ônibus que contará com esses benefícios.
Atraso
Edinho responsabilizou ainda a gestão do antecessor, Valdomiro Lopes (PSB), por não aplicar o reajuste da tarifa no início de janeiro, como prevê o contrato de concessão vigente. Segundo ele, tanto os cálculos da chamada tarifa-técnica (soma do valor pago pelo usuário e o subsídio bancado pela Prefeitura) como a documentação necessária para o reajuste não foram feitas pelo antigo governo. “Sobrou para mim essa tarefa que eu considero amarga [de anunciar o aumento], mas eu preciso cumprir os contratos da Prefeitura, fazendo o que está determinado nas cláusulas desse contrato do transporte urbano”, afirmou o chefe do Executivo.
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