Cidades
Número de inadimplentes aumenta 5,5% em Rio Preto, aponta pesquisa
A quantidade de dívidas passou de 664.842 em janeiro de 2021, para 696.169 em janeiro de 2022
O Sincomercio de Rio Preto realizou pesquisa, em parceria com a Fecomercio de São Paulo, onde registrou que o número de inadimplentes na cidade cresceu 5,5% comparando janeiro de 2021 com janeiro de 2022. Em janeiro de 2021 eram 161.703 inadimplentes na cidade, já em janeiro de 2022 esse número subiu para 170.681.
De acordo com Ricardo Ismael, vice-presidente do Sincomercio, esse aumento está relacionado a dois fatores: “Primeiro é um reflexo dos lockdowns. Tiveram muitas empresas que não aguentaram e fecharam e muitas pessoas que ficaram desempregadas, por isso, não conseguiram pagar as contas. Outro fator, são as pessoas que acharam que iriam morrer e resolveram 'matar a vontade' comprando um bem, por exemplo, e hoje estão começando a sofrer com a inadimplência por não terem recursos para manter o bem comprado”, destaca.
Segundo a pesquisa, todos os números referentes à inadimplência aumentaram em Rio Preto. A quantidade de dívidas passou de 664.842 em janeiro de 2021, para 696.169 em janeiro de 2022. Um aumento de 4,7%. O valor médio das dívidas por inadimplente também aumentou, foi de R$5.407,96 para R$ 5.472,83 em janeiro de 2022 registrando alta de 1,2%.
A maior alta foi referente ao valor total das dívidas, subindo de janeiro de 2021 com R$ 874.482.610,19 para R$ 934.108.684,45 em janeiro de 2022, acréscimo de 6,8% no total.
Na capital paulista o reflexo é o mesmo: atingiu o maior índice em dois anos e o aumento dos juros deve levar as famílias a pagar mais caro pelos compromissos em atraso. Em fevereiro, 21,8% dos lares paulistanos tinham dívidas não quitadas até a data do seu vencimento. No mesmo período do ano passado, a taxa era de 18,2%. São 872 mil famílias que não pagaram a dívida – maior patamar desde dezembro de 2019 (22,2%). Em um mês, 61 mil lares entraram para o grupo dos inadimplentes.
Desde o ano passado, o endividamento vem batendo recordes em razão da dificuldade das famílias em manter o consumo, diante do quadro de inflação e desemprego. Em fevereiro, 73% dos lares estavam endividados. A despeito da estabilidade técnica em relação a janeiro (73,1%), houve aumento de 13,8 pontos porcentuais (p.p.) na comparação com igual período de 2021, quando a taxa de endividados era de 59,2%. Em termos absolutos, 2,92 milhões de lares estão endividados na capital – aumento anual de 574 mil famílias.
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