Cidades
Por descobrir traição, homem atira duas vezes contra companheira
Vítima não pôde prestar depoimento porque permaneceu internada em hospital para passar por cirurgia
Um homem tentou matar a própria esposa na Vila Toninho, em Rio Preto nesta sexta-feira (27). De acordo com informações do boletim de ocorrência, o suspeito alegou que atirou contra a companheira por descobrir uma traição, mas que, por outro lado, estava arrependido. Ele foi preso em flagrante por policiais militares.
Era por volta de 14h40, quando a Polícia Militar foi acionada devido a ocorrência com uma vítima ferida por arma de fogo. O suspeito estaria vestindo blusa azul e caça preta. No local, conseguiram localizar o homem, identificado com 30 anos.
Em revista pessoal, nada ilegal foi encontrado com ele. Prontamente, o suspeito confessou que havia cometido o crime. A alegação é que havia descoberto a traição da esposa (36 anos) e disparado dois tiros contra ela, atingindo o peito e uma das pernas.
Após os disparos, desceu do apartamento com a filha e solicitou ao porteiro que ligasse para o resgate e a polícia. Pediu ainda para que a mãe dele ficasse com a criança e informou que a arma estava em cima de um sofá e o restante das munições em uma gaveta no guarda-roupas.
Os agentes realizaram buscas no local e localizaram uma arma 9mm municiada com oito balas no sofá e na gaveta do guarda-roupas um cartucho com mais 12 munições, além de mais 38 projéteis soltos, e o registro da arma. A vítima estava ainda no apartamento recebendo atendimento por uma equipe do SAMU e depois foi levada para o Hospital Austa.
A mulher permaneceu internada na instituição de saúde para realização de procedimento cirúrgico e não pôde prestar depoimento, O marido dela recebeu voz de prisão, foi algemado e levado para a Central de Flagrantes, juntamente com a arma e as munições, que foram apreendidas.
Em depoimento ao delegado, o suspeito confirmou a versão apresentada pelos policiais militares e se mostrou arrependido. Ele não ostenta antecedentes criminais, conforme pesquisa realizada. Não há novas informações sobre o estado de saúde da vítima.
Após ouvir todos os depoimentos, o delegado de plantão confirmou a voz de prisão (válida no máximo por 24 horas) e a transformou em seguida para preventiva (até 90 dias). A mulher será orientada quanto ao prazo que tem de seis meses para representar criminalmente (processar) contra o companheiro.
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