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Tamanduá-bandeira é flagrado ‘passeando’ em rua do Fraternidade

Polícia Ambiental orienta moradores a monitorar o comportamento do animal e deixá-lo voltar para seu habitat natural normalmente

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Um tamanduá-bandeira foi visto “passeando” pela rua cinco do bairro Fraternidade I, em Rio Preto. O flagrante do passeio do animal foi feito na noite de ontem (29), por moradores que registraram o evento e publicaram nas redes sociais.

De acordo com um dos moradores, o animal caminhou tranquilamente pela rua e retornou à uma área extensa de mata, localizada no bairro. Essa não é a primeira vez que tamanduás são flagrados naquela região.

O major da Polícia Ambiental de Rio Preto, Alessandro Daleck, explica que está se tornando cada mais comum a aparição de animais silvestres em áreas urbanas e recomenda que a população monitore o comportamento do bicho.

“É importante que a população nunca tente capturar o animal. São animais selvagens e isso pode representar um risco para as pessoas. A Polícia Ambiental e o Corpo de Bombeiros têm equipamentos adequados para fazer essa captura e muitas vezes contamos com o apoio dos veterinários e biólogos do Bosque Municipal”, explica.

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“Outra recomendação é monitorar o comportamento desse animal. Com o crescimento urbano, acabamos chegando mais próximo dos animais nativos. Caso esses animais entrem nas residências, é recomendado chamar a Polícia Ambiental ou o Corpo de Bombeiros. Se não, pode deixá-lo voltar naturalmente para sua área de mata”, orienta o policial.

Tamanduá-bandeira

O animal mede cerca de 2,20 metros, pesa até 45kg, tem uma cauda grande e com pelos grossos e compridos e um focinho longo. O tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla) usa suas garras dianteiras para escavar vários formigueiros e cupinzeiros ao longo do dia para capturar, com sua língua extensível, até 30 mil formigas e cupins.

Essa espécie é facilmente reconhecida por sua pelagem característica, que tem uma faixa diagonal preta com bordas brancas, que se estende do peito até a metade do dorso. As patas dianteiras, que têm três garras longas, são mais claras do que as traseiras, que têm cinco garras, mais curtas.

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Como se alimenta de formigas e cupins, não possui dentes. Seu olfato é aguçado, já que é a principal ferramenta para localizar suas presas. Quando encontra um formigueiro, o tamanduá-bandeira fica apenas alguns minutos no local, e logo se dirige a outra fonte de comida.

Mamífero ameaçado

O tamanduá-bandeira está adaptado para viver em ambientes variados. Apesar de passar a maior parte do tempo no chão, ele tem habilidade para subir em árvores. Ele também pode caçar durante o dia ou a noite, dependendo da temperatura e da chuva.

A espécie é encontrada em campos limpos, cerrados e florestas. Apesar de ser mais comum em áreas de cerrado, usa ambientes de floresta para repouso e abrigo, durante as horas mais quentes do dia, e utiliza os campos limpos para se alimentar quando as temperaturas estão mais amenas.

Por sua versatilidade, o tamanduá-bandeira pode ser encontrado da América Central até a América do Sul. Originalmente, ocorria em todos os estados brasileiros, mas atualmente está em risco de extinção em todas as regiões do país e já foi extinto no Rio de Janeiro e no Espírito Santo.

A degradação e a redução dos habitats são apontadas como as principais causas da perda populacional da espécie, mas a caça, o atropelamento em estradas e os incêndios florestais também contribuem para colocar o tamanduá-bandeira na lista de espécies ameaçadas de extinção.

(Com informações de WWF-Brasil). 

 

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