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Justiça pronuncia estuprador em série para que ele vá a júri popular

José Antônio Miranda é suspeito de ter atacado 17 mulheres entre janeiro de 2019 e maio de 2020

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O juiz da 2ª Vara Criminal, Luís Guilherme Pião, pronunciou o soldador José Antônio Miranda da Silva para que ele vá a júri popular por dois homicídios e sete tentativas de homicídio. No mesmo processo ele responde por sete estupros e cinco roubos.

O criminoso, apontado como serial killer pela Polícia Civil, é suspeito de ter atacado 17 mulheres com idades entre 17 e 64 anos, mas apenas nove vítimas constam na denúncia feita pelo promotor de justiça José Márcio Rossetto Leite. Os crimes aconteceram entre janeiro de 2019 e maio de 2020.

Miranda está preso desde junho do ano passado, quando teve o veículo identificado por meio do mapeamento de câmeras de segurança instaladas próximas ao locais dos crimes.

Ele é acusado de matar Adriana Melo e Sebastiana de Fátima Souza, esta carbonizada. Ambas eram dependentes químicas, perfil comum entre as vítimas do criminoso.

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Mulheres que sobreviveram relataram situações semelhantes de violência física e sexual, que incluía estrangulamento com um cinto.

Conhecido nos anos 90 como “Maníaco do Corcel”, Miranda ficou preso por 20 anos pelos crimes de estupro e homicídio, sendo libertado em 2017.

O advogado dele, nomeado pela Defensoria Pública, solicitou exame de insanidade mental por abuso de álcool e drogas, mas o pedido foi negado pela Justiça.

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