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O grande dilema das pesquisas eleitorais
Artigo escrito por José Antonio Ercolin, coordenador da Comissão de Direito Eleitoral da 22ª Subseção da OAB – São José do Rio Preto
Faltando aproximadamente um ano para as eleições municipais de 2024 verificamos o início da movimentação dos institutos de pesquisa, que de certa forma, nos dá a sensação de que realmente foi dada a largada para a disputa eleitoral.
E claro, mais uma vez, nos vemos em meio a discussão sobre os efeitos das pesquisas, seus erros e acertos, o seu alcance, sua influência na decisão do eleitor, o destaque que a mídia dá para os seus resultados e a forma como elas são divulgadas.
A pesquisa eleitoral possui um papel fundamental no processo de escolha de nossos representantes. É muito importante que atores como o público, os políticos, os meios de comunicação e demais grupos interessados, tenham acesso aos dados exatos e sem distorções a respeito do pensamento e intenções da população.
O resultado da pesquisa pode influenciar parte dos eleitores indecisos que deixa para decidir seu voto de última hora, e “para não perder”, vota no candidato que está em primeiro lugar na intenção do voto.
Importante lembrar que no estágio em que estamos, as pesquisas de intenção de voto possuem um caráter distinto daquelas realizadas em período eleitoral, quando se faz necessário o registro junto ao Tribunal Superior Eleitoral, exatamente para possibilitar uma maior transparência dos métodos e demais critérios adotados e exigidos em lei.
Entretanto, este fato não retira a importância, nem mesmo a credibilidade das sondagens realizadas nesta fase. Como dito antes, as pesquisas realizadas com muita antecedência visam gerar um panorama para todos os envolvidos, desde a viabilidade das candidaturas até estratégias a serem utilizadas.
Os processos eleitorais, assim entendidas as dinâmicas de campanha, a abordagem dos eleitores, a rapidez da informação – e também da desinformação – os meios de combate às “fake news” deixam claro que vivemos uma nova era, e não podia ser diferente com os meios de pesquisa, a sua forma de realização, de execução.
O “corpo a corpo” dos pesquisadores deu lugar ao uso seguro de meios digitais, que asseguram maior fidedignidade ao resultado. Os meios digitais deixaram de ser um gerador de dúvidas para se tornar um multiplicador de contatos.
Torna-se mais seguro a utilização de meios digitais, diante da agilidade e economia de tempo.
O novo cenário político, a busca por informações cada vez mais céleres e fiéis, a fim de ter maior clareza nas escolhas, torna cada vez mais importante que acompanhemos as pesquisas que nos são apresentadas, sem nunca perder o senso crítico para, de posse dessas informações poder formar o melhor convencimento sobre o candidato que melhor atende os seus anseios.
Portanto, as pesquisas se mostram cada vez mais fundamentais, e as empresas que se prestam a esse papel precisam assumir essa responsabilidade, despir-se de qualquer ativismo, deixar totalmente de lado qualquer viés de imparcialidade, para que possam ganhar mais credibilidade e colaborar, de fato, na escolha dos nossos representantes.
José Antonio Ercolin – Coordenador da Comissão de Direito Eleitoral da 22ª Subseção da OAB – São José do Rio Preto.
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