Cidades
Crueldade: laudo aponta que homem foi esfaqueado, baleado e queimado vivo
Em agosto, uma pessoa que passava próximo ao Ponto de Apoio do bairro Santo Antônio ligou para a Polícia Militar após encontrar um corpo carbonizado
Queimado vivo. É o que conclui o laudo de exame necroscópico realizado no desempregado Adilson Abreu Alves Filho, de 34 anos, que foi assassinado no dia 27 de agosto em uma mata do bairro Santo Antônio, na zona norte de Rio Preto. O corpo dele foi encontrado parcialmente carbonizado por pessoas que passavam próximo ao Ponto de Apoio.
Populares disseram conhecer a vítima pelo apelido de “Maranhão”, sendo o homem dependente químico e morador de rua. Como na ocasião ele não portava documentos, o boletim de ocorrência foi registrado como vítima desconhecida. Posteriormente, ele foi reconhecido pela companheira no Instituto Médico Legal.
O laudo informa que o homem foi morto com requintes de crueldade. Durante o exame, legistas identificaram sinais de fuligem em traquéia e brônquios, “compatíveis com respiração antes de ir a óbito”. E não apenas isso. Adílson foi baleado e esfaqueado antes de ser queimado vivo.
Havia perfurações no coração e pulmão provocadas por pelo menos um projétil de arma de fogo (que foi retirado do corpo e entregue à Polícia Civil) e um ferimento de oito centímetros (entre a região lombar e o abdômen) causado por faca.
O 23º homicídio (de 31 registrados até agora) é investigado pela Deic.
A principal hipótese é que o homem tenha sido morto por traficantes do bairro.
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