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Vereadores se recusam convocar secretário para explicar briga com ambulante

João Paulo Rillo queria convocar Jorge Luiz de Sua, do Desenvolvimento Regional, para falar do episódio

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A Câmara Municipal de São José do Rio Preto rejeitou pedido de convocação do secretário de Desenvolvimento Econômico e Regional, Jorge Luiz de Souza, para explicar a abordagem agressiva realizada por um fiscal de postura sob sua responsabilidade a um ambulante que vendia produtos num semáforo da avenida Alberto Andaló, feita pelo vereador João Paulo Rillo, Psol. A suposta agressão foi filmada.

O ambulante Nildo José Rodrigues, 59, estava vendendo seus produtos e foi abordado pelo fiscal Pedro Oliva. Segundo João Paulo Rillo ele não está acusando o servidor, mas quer apenas ouvir em qual circunstância a abordagem aconteceu. Rillo disse ser necessário ouvir o secretário porque há denúncias de que essas abordagens têm sido recorrentes e agressivas. O prefeito Edinho Araújo emitiu nota afirmando ser contra e autorizando a abertura de uma sindicância.

Os vereadores entenderam que há um inquérito policial e uma sindicância. Por isso, acreditam que podem esperar os acontecimentos, mas disseram que o fato é grave e que, caso a questão não seja esclarecida, mudarão de posição. Rillo disse que essa seria uma ótima oportunidade para o secretário explicar as abordagens e esclarecer algumas situações à cidade.

O episódio viralizou nas redes sociais após ser gravado por populares e ser disponibilizado na internet. Uma internauta realizou uma vaquinha para o ambulante e conseguiu R$ 20.000,00 para ajudá-lo. Num primeiro momento, ele disse que não ia processar o município, mas seu advogado disse que isso ainda pode acontecer. Ele fez exame de corpo de delito. Um inquérito policial aberto na Polícia Civil vai esclarecer os fatos.

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O setor de fiscalização da Prefeitura se antecipou e disse que o aposentado havia agredido duas pessoas da secretaria. Ele não nega os atritos, mas sim as agressões. Pedro Oliva não pode ser convocado pelo Câmara porque não é funcionário indicado (político), mas sim de carreira. Por isso, João queria que o seu chefe explicasse a situação. Perdeu no voto.

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