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Acusado de homofobia, Anderson Branco é apoiado por Marco Feliciano

Pastor e Deputado Federal gravou vídeo em defesa do vereador do PL, acusado de praticar homofobia após publicar foto nas redes sociais

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Após ser acusado de homofobia depois de fazer uma publicação nas redes sociais, o vereador da Câmara de Rio Preto, Anderson Branco (PL) apareceu em um vídeo com o pastor e Deputado Federal Marco Feliciano (Republicanos-SP) onde é apoiado pelo parlamentar. O vídeo foi compartilhado por Branco na noite de ontem (23).

“Estive nessa noite, com o Pastor e Deputado Federal Marco Feliciano, onde recebi o seu apoio nesse momento difícil, onde estou sendo acusado injustamente por crimes que eu não cometi, pela OAB, movimento GLBTQIA+ e outros por homofobia e racismo e punido pelas mídias, jornais e TV. Deus é minha justiça”, disse o vereador.

No vídeo, Marco Feliciano diz que Branco é uma liderança na cidade e que está sendo injustiçado e faz um apelo a todas as pessoas “pró-família”.

“Ele está sendo injustiçado como eu fui em 2013. Convoco aqui todos aqueles que são pró-família, você que é católico, as vezes que é até ateu, mas é pró-família, família tradicional. Eu peço a você que dê apoio a esse homem. Nós não vamos esmorecer, nossa família merece respeito. E você que é pastor, não importa a sua denominação, precisa sim defender o nosso irmão. Eu não sei como está (sic) as mídias sociais dele, mas se você não foi lá defender ele, você é um covarde e dos covardes nós não precisamos. Ele não cometeu crime algum. Ele não cometeu crime algum, ele apenas disse que haveria uma proteção para as crianças. Esse é o meu discurso, é o discurso do Senador Mário Malta, é o discurso do pastor Silas Malafaia, do padre Paulo Ricardo da Igreja Católica. Nós estamos unidos nessa questão, não vão destruir a mente das nossas crianças e nossa família merece respeito”, afirmou Feliciano.

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O deputado disse ainda para Branco não “arredar o pé no que disse”.

Branco disse que enfrenta uma batalha espiritual.

“Estamos numa batalha espiritual, mais contínuo firme na minha posição que nunca ofendi a comunidade GLBT, e sim defendi e defendo as crianças da ideologia de Gênero. Ore por mim e a minha família estamos sendo atacados e ameaçados nas redes sociais, sabemos que o ativismo político GLBT está por trás disso.

Estão me imputando crimes que não cometi, estou sendo perseguido por dar e expressar apenas minha opinião e defender crianças e a família, igual o Deputado Federal Daniel Silveira que está preso”.

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Entenda o caso

Na noite da última terça-feira (20) o vereador do PL publicou uma foto em seu perfil do Instragram (@andersonbrancosilva) que mostra uma garra preta (simbolizando o demônio) e com as cores que representam a comunidade LGBTQIA+ tentando agarrar uma família, mas é impedida por uma mão humana. A imagem também leva a frase “Na minha família não”. A publicação rendeu uma enxurrada de críticas de indignação nas redes sociais.

O caso virou alvo do Ministério Público, que recebeu uma representação de crime de ódio (homotransfobia) encaminhada pelo presidente e coordenador da Comissão de Defesa da Diversidade Sexual e de Gênero da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Rio Preto, Eder Serafim de Araújo. Para a Comissão, o vereador realizou ataques às famílias LGBTQIA+ no sentido que esse formato de família é nocivo para a sociedade, incitando o ódio e a violência contra as famílias homotransafetivas, além de incitar a violência contra a comunidade.

Ainda na quarta-feira, o vereador Renato Pupo (PSDB) enviou ao presidente da Câmara um requerimento de moção de repúdio contra Anderson Branco. A moção deverá ser votada na próxima sessão, dia 27.

 

 

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