Política
Anderson Branco anuncia que denunciará Renato Pupo no Conselho de Ética
Na última sessão Renato Pupo usou uma expressão que Anderson Branco entende ter sido ofensiva e dirigida a ele; promete entrar com uma representação contra o vereador tucano
O vereador Anderson Branco, PL, informa. que representará contra o vereador Renato Pupo, PSDB, no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar segunda-feira Ele acusa Renato por quebra de decoro durante a sessão de quinta-feira, dia 27 de maio. Os dois vereadores não se entendem desde a legislatura passada.
Após ouvir de Branco que não tem “vergonha na cara”, o vereador do PSDB saiu em sua defesa, e da Polícia Civil: “Ele tem seus motivos para não gostar da Polícia Civil. Parece que teve um sócio, sei lá… Um desafeto”. Pupo se referia à Delegacia Seccional de Polícia. A desavença entre os dois vereadores começou após Anderson Branco acusar o delegado seccional na época, José Mauro Venturelli, de assédio moral e sexual contra sua esposa. Ela é policial civil.
O vereador Renato Pupo diz que a história não é aquela e que não houve assédio. À época, Branco representou contra Renato Pupo no Ministério Público e na Corregedoria da Polícia Civil. Uma das acusações foi que Pupo participava das sessões no mesmo horário do expediente. MP e Corregedoria arquivaram o caso. A esposa de Anderson saiu de licença.
Pupo revelou que assistiu a sessão e não viu falta de ética no seu pronunciamento. “Acabei de assistir a sessão. Se alguém faltou com a ética, foi ele, ao dizer que eu não tenho vergonha na cara”. No ano passado, Branco também denunciou o ex-delegado seccional, hoje aposentado. A ação foi arquivada.
Na última quinta-feira, após um debate rápido, e ao ouvir as frases dirigidas a ele na sessão, Branco precisou ser medicado e se retirou. “Estou profundamente ofendido pela ofensa a minha família, esposa na última sessão”, revela. “Embates políticos com respeito tudo bem. Agora, ofender e humilhar família não. Esse sujeito passou de todos os limites. Estou arrasado. Minha esposa já ficou doente com assédio moral e sexual no trabalho”.
Branco afirma que o assédio começou na Delegacia Seccional, pelo ex-secccional da Polícia Civil, José Mauro Ventureli, mas continua. Assim que a história veio à público, ela se afastou para tratamento médico. “Voltou (a) trabalhar doente no 1º DP, e o assédio moral contínua de uma forma pior. Agora vem esse sujeito que é da própria instituição dela, vem ofender ela e a mim, na sessão”?, questiona.
Segundo o vereador do PL, sua esposa passou mal na quinta à noite, teve crise de pânico. “Ficou doente no trabalho, agora piorou (ainda) mais o estado de saúde dela. Eles estão perseguindo ela, eu me sinto (perseguido) também, perseguido por ter denunciado esse ex-delegado seccional, (e) por alguns delegados”.
E emendou que na segunda-feira estará “representando no Conselho de Ética essa ofensa à mim é a minha família. Meus advogados estão já acompanhando tudo de perto faz tempo, vamos tomar providências”, emendando com a informação de que está “falando o básico” a pedido dos seus defensores. “A instituição Polícia Civil nao tem nada a ver com alguns delegados que abusam do poder da cadeira”, afirma.
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