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Aos 56 anos, morre em Rio Preto a arquiteta Denise Farina

Ela lutava contra um câncer e estava internada no Hospital Santa Helena. Velório será no Cemitério Jardim da Paz e o corpo será enterrado no cemitério de Novo Horizonte

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Faleceu na manhã desta terça-feira, dia 21, aos 56 anos, a arquiteta Denise Farina, um dos nomes mais respeitados do segmento. Internada há alguns dias no Hospital Santa Helena, em Rio Preto, ela lutava contra um câncer. Desde que o falecimento foi divulgado pela família, Denise recebeu centena de homenagens de amigos, clientes e até de associações da cidade, como a Acirp (Associação Comercial e Empresarial de Rio Preto), da qual ela era diretora de construção civil, em suas redes sociais. “Doce, inquieta, lutadora, destemida. Um dia me disse que tinha data de validade, eu respondi todos temos. Que seu brilho ilumine nossas noites, que sua coragem nos ampare nas horas de necessidade. Vá, se recupere e olhe por nós que ainda temos muitos espinhos para caminhar”, escreveu Priscila Silva, que é gerente de negócios na empresa Sailor Web e amiga de Denise. 

O corpo vai chegar por volta das 18h no Cemitério Jardim da Paz e Crematório, no Jardim Universitário, em Rio Preto. Na manhã de quarta-feira, dia 22, por volta das 8h, o corpo será levado até o cemitério de Novo Horizonte, onde será sepultado. 

Legado de superação

Denise tornou-se um exemplo de superação na luta contra o câncer. No ano passado, realizou uma exposição de mobgrafias no Riopreto Shopping. A exposição, intitulada “Meandros do Olhar”, apresentou imagens do seu livro, que traz um olhar especialmente adquirido por Denise ao visitar locais como Grécia, Itália, França, Alemanha, Inglaterra, Portugal, Chile, Bahia e Minas Gerais entre 2014 e 2016. “Percebi que meu olhar, mesmo encantado com tanta beleza e diversidade, tinha mudado. Não era um olhar de turista; era um olhar ávido pela vida, por qualquer coisa que me mostrasse além do que eu via”, conta a arquiteta. O convite para a viagem foi feito pela irmã e Denise decidiu que registraria tudo a fim de que, um dia, pudesse compartilhar com muitas pessoas essa nova forma de olhar a vida. Como não tinha condições de levar equipamento fotográfico, a solução foi utilizar o smartphone.

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Na época, Denise explicou que exposição “Meandros do olhar” era uma emocionante lição sobre como a forma de olhar as coisas pode sofrer alterações quando paramos para observar o mundo de uma outra perspectiva. “A mostra é um pouco das coisas bonitas que a vida pode nos dar quando nos propomos a parar e perceber que olhar é diferente de ver e que ver é perceber com o coração. A imagens não têm a pretensão de ser arte. O que me importa é a sede de ver, de sentir; é o brilho do olhar ao descobrir que a imagem editada veio carregada de sentimento… Enfim, é a intensidade de poder expressar o viver mais um dia. Um de cada vez, até quando eu puder”, finaliza.

 

 

 

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