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Atendimentos a mulheres vítimas de violência disparam no HB e HCM

Por trás de cada número, segundo a instituição, há histórias marcadas por medo, extrema humilhação, silêncio e, muitas vezes, dificuldade de romper os ciclos de agressão

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Funfarme

Neste 8 de março, Dia Internacional da Mulher, a Funfarme (Fundação Faculdade Regional de Medicina de Rio Preto) alerta para o aumento da violência contra mulheres atendidas em seus hospitais.

Entre 2018 e 2025, o Hospital de Base (HB) e o Hospital da Criança e Maternidade (HCM), em Rio Preto, registraram 1.532 atendimentos a vítimas de violência física e sexual. Do total, 474 foram de agressões físicas e 1.058 de violência sexual.

Os números cresceram significativamente a partir de 2022. Os casos de violência sexual aumentaram 80%, passando de 379 registros entre 2018 e 2021 para 679 entre 2022 e 2025. Já os atendimentos por violência física tiveram alta de 136%, subindo de 141 para 333 ocorrências nos mesmos períodos.

Crianças e adolescentes são as principais vítimas: 66% das mulheres atendidas por violência sexual tinham menos de 18 anos.

Segundo a psicóloga Carla Zanin, chefe do Serviço de Psicologia do HB e do HCM, o aumento dos casos foi observado após a pandemia de covid-19, período marcado por maior vulnerabilidade social e familiar.

As vítimas recebem atendimento multiprofissional, com equipes de médicos, enfermagem, psicologia e serviço social, garantindo acolhimento e acompanhamento especializado.

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