Política
Câmara proíbe novos aumentos de água quatro dias após anúncio de alta na tarifa
Projeto do vereador Bruno Marinho proíbe aumentos durante a pandemia; ele disse ter ficado surpreso com anúncio do aumento antes da votação de sua proposta
Quatro dias após o prefeito Edinho Araújo, MDB, autorizar aumento no preço da tarifa de água, a Câmara proibiu novos aumentos durante a pandemia de Covid-19. O projeto é do vereador Bruno Marinho, Patriota. Ele disse que ficou surpreso com o aumento anunciado antes da votação do seu projeto.
Após estudos, o Semae apresentou ao prefeito pedido de aumento na tarifa para três faixas de consumo. O projeto de Bruno Marinho não é retroativo.
Segundo o superintendente, Nicanor Batista, o estudo levou em conta os aumentos que o Semae enfrenta com os custos fixos, entre eles energia elétrica, a inadimplência e a necessidade de investimentos para enfrentar o aumento do consumo e a crise hídrica.
O projeto do vereador Bruno Marinho recebeu uma emenda do vereador Robson Ricci, Republicanos. Ela também proíbe a cobrança pela religação de água enquanto perdurar a pandemia na cidade.
Correção escalonada na tarifa de água e esgoto
Na segunda-feira, dia 12, o prefeito Edinho Araújo autorizou a correção escalonada na tarifa de água e esgoto. Ele acompanhou a decisão do Conselho Consultivo do Semae – Serviço Municipal Autônomo de Água e Esgoto de Rio Preto, que no último dia 8, aprovou por unanimidade as correções nas faixas de consumo e categorias propostas pela comissão técnica da autarquia. O último reajuste da tarifa foi em julho de 2019. A nova tarifa passa a vigorar a partir do mês de agosto.
Com a nova tarifa, o usuário que consome até 20 m3 por mês de água, por exemplo, terá uma correção de 8,05%. Esse índice fica abaixo do IPCA acumulado no período do último reajuste (junho de 2019), que foi de 10,08%. Portanto, 81% dos usuários do Semae terão uma correção abaixo do IPCA.
Segundo o gerente comercial do Semae, Leandro Freitas, pela proposta aprovada, apenas 5,5% dos usuários do Semae terão o reajuste acima do IPCA. Os demais usuários encontram-se nas faixas intermediárias. “Como o reajuste é escalonado, o usuário só irá ter um reajuste acima do IPCA caso o consumo seja acima de 34 m3 de água por mês.”
Freitas explica que as despesas do Semae aumentaram muito acima da inflação nos últimos dois anos. A energia elétrica, o maior insumo da autarquia, por exemplo, teve um reajuste de 2019 até este mês de 29,46%.
Segundo o prefeito Edinho Araújo, a correção escalonada beneficia quem faz o uso consciente da água. “O Conselho entendeu que a correção era necessária. Ela foi elaborada de forma escalonada para inibir o uso excessivo de água. Quem usa água de forma racional, evitando o desperdício, terá uma correção menor, abaixo da inflação. Aquele usuário que tem um consumo alto receberá um reajuste maior. A correção escalonada faz justiça social e beneficia quem mais precisa”, declarou o prefeito Edinho Araújo.
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