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Câmara realiza sessão mais tensa do ano; Bruno Moura chama JP Rillo para ‘sair no braço’

Os vereadores apreciavam projeto que fixa definitivamente sessões as terças-feiras às 15h

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A Câmara Municipal encerrou seus trabalhos após decisão da Diretoria Jurídica da Casa determinar sem votar o mérito do segundo item da pauta de votação. Este projeto foi discutido por três horas. Os vereadores votavam a fixação da data e hora do início da sessão. As trocas de farpas entre a base e a oposição provocaram discussões acirradas, xingamentos e até a proposta do vereador Bruno Moura, PSDB, para “sair no braço” com João Paulo Rillo, Psol. A sessão terminou 30 minutos antes do início do lockdown, com início previsto para às 21h, como determina a Lei. 

A sessão foi extremamente tumultuada. Após a votação do primeiro item, a oposição passou a usar os mecanismos do Regimento Interno para atrasar e postergar a votação. Eles passaram a apresentar emendas verbais ao projeto. Foram sete. Cada emenda dá ao autor 10 minutos de Tribuna. E elas foram sendo propostas pela oposição e independentes. Cada vereador que ocupava a Tribuna, era interrompido e cedia apartes e o tempo foi ficando reduzido.

O projeto, proposto pelo vereador Paulo Pauléra, PP, e que não foi votado quanto ao mérito, fixa o horário das sessões na Câmara a partir das 15h. Foi uma verdadeira guerra entre os vereadores da base do prefeito, a oposição e os independentes. Hoje a sessão se realiza às terças por determinação de um decreto da Mesa Diretora devido à pandemia. O projeto regulariza a situação com uma Lei. Mas, os vereadores conseguiram votar apenas a legalidade do projeto original. Volta para a votação no mérito. Não há data prevista. 

Os vereadores da oposição e independentes alegam que Paulo Pauléra decidiu propor sessão às 15h para evitar debates e a presença do público. Entretanto, as emendas apresentadas pelos vereadores Renato Pupo, PSDB, João Paulo Rillo, Psol, e Pedro Roberto, Patriota, provocaram um debate acalorado e que chegou à agressividade em alguns momentos. Os três vereadores são contra o horário das 15h. Os vereadores da base decidiram fechar questão pela ilegalidade de todas as 7 emendas. Mesmo as legais. A discussão das emendas durou mais de duas horas. Havia sido costurado um acordo entre Renato Pupo e Odélio Chaves. E os dois acabaram discutindo. Pupo disse que Odélio tentou inviabilizar o acordo. Odélio reagiu e disse que ele estava tentando salvar as emendas.  

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A sessão descambou para ofensas pessoais. O vereador Bruno Moura ao se lembrar que João Paulo já foi acusado de empurrar, na Assembleia, um deputado Tenente Coronel, pediu para o vereador do Psol empurrá-lo. “Vem aqui me empurrar”. Rillo, na Tribuna, perguntou aos 17 vereadores se eles iam permanecer calados após Moura chama-lo para o braço em plena sessão. Abaixo, frases de um dos momentos tensos da sessão. No caso, entre os vereadores João Paulo Rillo e Jean Charles Serbeto. 

Frases da noite
 

João Paulo Rillo para o vereador Jean Charles

“O senhor está virando um trapo humano”. 
“Está se degradando”.  
“Jean Charles deu pela ilegalidade para evitar os debates”
“O senhor politicamente passa a ser um trapo humano”.
 

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Jean Charles para o vereador João Paulo Rillo
“Fui citado. Esse desequilíbrio do vereador”. 
“Faz parte da personalidade dele quando acontece algo com o que ele não concorda”. 
“Nunca me coloquei como paladino de nada, respeitando o voto de todos, não venho aqui falar em democracia desde que atenda os meus interesses”. 
“Só que essa casa virou bagunça”. 
“Eu (não) dou satisfação para ninguém (do meu voto). Só aos meus eleitores”.
“Eu não tenho medo de grito”. 
“Não me assusta o comportamento da pessoa”. 
“Apertou, ele agride”. 
“Ele tem histórico de agressão”.

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