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Câmara rejeita convocação do secretário de Trânsito para explicar obra

Votação foi na sessão de ontem quando a base do prefeito formada pela maioria dos partidos e vereadores rejeitaram a convocação no meio da eleição

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A Câmara Municipal rejeitou na sessão deste terça-feira a convocação do secretário de Trânsito, Amaury Hernandes, para explicar denúncias de ilegalidades na construção de calçadas. As denúncias foram feitas durante os 4 meses em que a Comissão Especial de Inquérito, CEI, funcionou. A proposta de convocação de Hernandes foi do vereador Marco Rillo, Psol. Ele presidiu a CEI da Calçada. Ela apurou se houve declaração de obras prontas e pagas que, na realidade, não foram feitas. A CEI acredita que um funcionário do Trânsito cometeu ou participou das supostas irregularidades. O relatório foi lido na sessão. 

Rillo afirma que a CEI não concluiu seus trabalhos em 4 meses porque a Prefeitura não entrega no prazo os documentos solicitados. Ela sempre pede mais prazo e não entrega o conteúdo solicitado. Ao pedir a prorrogação para analisar os documentos que chagam atrasados, a Câmara não autoriza. Ela podia ser prorrogada por mais quatro meses. O vereador Jean Charles, MDB Serbetto, MDB, acusou Rillo de usar a CEI para questões eleitorais. Marco Rillo é candidato a prefeito pelo Psol. Na verdade, a CEI já havia terminado. Ontem Rillo queria convocar o secretário de Trânsito para ouvi-lo.  Não foi autorizado. 

O vereador Jean Charles Serbeto disse que concorda com a ida de Hernandes e acha que o secretário deve as explicações pedidas por Rillo. Mas, que ele deve ser convidado e os assuntos a serem abordados, acordados com antecedência. Como os eleitorais, para não misturar temas. Rillo não aceita convidar porque não pode interrogar o secretário. Apenas quando há convocação. 

Durante a sessão Rillo citou uma nota fiscal de 20 metros cúbicos de concreto para a confecção de uma calçada. A nota foi paga e o serviço não teria sido feito. O vereador disse que com 20 metros cúbicos de concreto constrói-se cem metros lineares de Calçadão reforçado. A fiscalização da CEI teria testemunhado que a aquela calçada não foi feita. Mas foi paga com após fiscalização do engenheiro do Trânsito.

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