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Câmara se recusa a repudiar a operação que matou 28 em favela no Rio de Janeiro

Os vereadores não aprovaram a utilização da palavra “chacina” e disseram que o Ministério Público do Rio investiga os acontecimentos

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Vereadores de Rio Preto rejeitaram uma moção de repúdio ao governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. João Paulo Rillo pediu que ele fosse repudiado devido a operação policial na favela do Jacarezinho que resultou em 28 mortos. Vinte e sete moradores suspeitos de envolvimento com o crime organizado e um policial morreram.

A moção classifica o episódio como uma chacina. A palavra provocou uma grande discussão. Os vereadores Renato Pupo, PSDB, delegado de Polícia, e Jean Charles, MDB, se anteciparam ao se posicionar contra a moção. Na verdade, dos 17 vereadores, 15 votaram contra a moção. 

Renato Pupo disse que a grande mídia inverte a situação. Quem prejudica a população local diariamente são os bandidos que foram mortos e não a polícia que entrou na favela para cumprir mandato judicial. Como delegado, se eu não cumprir um mandato, eu posso ser preso.

Bruno Moura aprovou a ação policial e disse que conhece a favela e que a operação precisava acontecer. João Paulo pediu para ele voltar lá e dizer às mães dos mortos que votou contra a moção de repúdio ao governador que autorizou a ação. 

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