Política
Cláuda de Giuli acusa Branco de conspirar para espalhar fake news; apresentou um áudio
Ela explicou como o vereador fez para esparrar a notícia, segundo ela, mentirosa
Cláudia de Giuli, MDB, acusou Anderson Branco, PL, de tramar com outras pessoas a disseminação de fake news contra ela e um grupo de outros vereadores. Ela apresentou uma gravação de voz onde Anderson Branco, PL, insufla uma outra defensora de animais, adversária de Cláudia De Guili. Se ouve no áudio ele sugerindo que sua interlocutora “tem que bater mesmo” pelas redes sociais.
Branco repete que “tem que bater aí” se referindo a Cláudia e aos outros vereadores que se posicionaram contra uma moção de repúdio que ele propôs contra o governador João Dória, PSDB. Branco queria o fim da quarentena muito restritiva imposta por Dória. O vereador é adversário político do governador. Cláudia revelou que, após denegrir a imagem dos seis vereadores, Branco passou a distribuir posts apenas contra ela pelas redes sociais. Disse ainda que Branco passou a tratá-la dessa forma estranha após ela condenar por ter ido visitar um cemitério em São Paulo e voltar para participar das sessões sem fazer exame para a Covid-19 e sem ficar em quarentena.
De Giuli acentuou que “isso é uma atitude de quem não tem o que mostrar” para tentar a reeleição, se aproveitando para ganhar o voto, de pessoas menos instruídas, de pessoas pobres. Pior, segundo ela, “usando o nome de Deus”. Na sessão anterior, Branco disse que as pessoas não se alimentam de ciência. Ele sugeriu que as pessoas enchem a barriga comendo uma página de um livro. Ela pediu, então, que ele “coma folha, um livro inteiro de ciência ou de história” para aprender a respeitar as pessoas.
“Ele tem problema psiquiátrico”, diz Rillo
Em solidariedade à vereadora Cláudia, Marco Rillo, Psol, disse que o vereador Anderson Branco tem problemas psiquiátricos. Relatou que antes de apoiar Bolsonaro, ele andava com um chapéu no carro se comparando ao pastor Valdemiro. O mesmo pastor foi convocado pelo Ministério Público a explicar a venda de feijões abençoados para curar a Covid-19.
Panos quentes
O vereador Fábio Marcondes, PL, foi muito polido, mas não defendeu o vereador do mesmo partido. Ele pediu que o presidente da Câmara, Paulo Pauléra, PP, faça uma reunião entre os vereadores para que eles se entendam e que os casos não acabem em CPIs ou em Comissão de Ética. Disse ter sido vítima de ações nesse sentido e depois provou que não estava errado. Mas, que sofreu muito durante o processo.
Processo administrativo ou CPI
A vereadora Cláudia de Giuli protocolou dois documentos em relação ao caso. O primeiro, dirigido ao presidente da Câmara, para que ele submeta o assessor do gabinete do vereador Anderson Branco, que teria espalhado de dentro da Câmara as Fake News a um processo administrativo, de acordo com o Regimento do Servidor. O nome do funcionário consta nas postagens dos cartazes com as agressões e as Fake News. Caso Pauléra não abra um processo administrativo, interno, ela tem outro trunfo na manda.
Embora ela tenha afirmado na Sessão que não vai colocar a CPI em andamento, ela conta com a garantia de seis assinaturas para que ela entre em funcionamento. Ela aguarda, portanto, uma posição de Pauléra. Caso ele não abra um processo administrativo ela vai apresentar sim o pedido de instalação de uma CPI. Ela tem as seis assinaturas necessárias exigidas por Lei. Na verdade, são os seis vereadores vítimas das Fake News. Ela, Renato Pupo, Marco Rillo, Pedro Roberto, Jean Serbeto e Márcia Caldas. Bastam as seis assinaturas para a CPI ser instalada.
“Ele mentiu”
Pedro Roberto também se manifestou. Ele lembrou que nos cartazes distribuídos pelas redes sociais, além de afirmar que os vereadores tiveram a coragem de votar contra uma moção de repúdio contra o governador, eles também foram contra a abertura de salões e barbearias. Nisso ele mentiu, disse Pedro Roberto. Essas notícias “são fake News”. Em nenhum momento eles se posicionaram contra a abertura das atividades econômicas.
Calado
O vereador Anderson Branco ouviu a tudo que foi dito contra ele calado, de sua poltrona. Não se pronunciou. Na última parte da sessão, quando os vereadores têm dez minutos cada um para se manifestar, ele saiu da sessão. Mesmo assim, os vereadores fizeram pesadas críticas à Branco. O mais pesado ataque foi do vereador Renato Pupo.
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